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sábado, 6 de maio de 2017

Muçulmanos no Brasil: 'É preciso dizer não ao ódio'

A comunidade muçulmana no Brasil repudia qualquer manifestação que incite o ódio religioso e a intolerância racial e de culturas e deplora os confrontos no Centro de São Paulo no início da semana envolvendo palestinos e simpatizantes de movimentos da direita. Essa é a posição defendida pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fembras).

Em entrevista à Sputnik Brasil, o presidente da entidade, Ali Houssein El-Zoghbi, se referia ao confronto entre integrantes do movimento Palestina para Tod@as e militantes da Direita São Paulo, que protestavam contra a nova Lei de Migração, aprovada no Congresso em 18 de abril e que espera apenas a sanção do presidente Michel Temer. Durante a manifestação, partidários de ambos os grupos se enfrentaram com violência, deixando feridos de ambos os lados. No confronto, uma bomba de fabricação caseira chegou a explodir. Mour Alsayyd e Hasan Zarif foram detidos, assim como os brasileiros Roberto Gomes Freitas e Nikolas Ereno Silva. Os dois últimos foram liberados pela Justiça no mesmo dia e os dois palestinos soltos na quarta-feira. 
Integrantes da Direita São Paulo criticam a Lei de Migração, proposta em 2015 pelo então senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), hoje ministro das Relações Exteriores. A nova lei revoga o Estatuto do Estrangeiro, de 1980, ainda da época do regime militar. Um dos principais pontos da nova legislação é justamente o repúdio e a prevenção à xenofobia, ao racismo e a outras formas de discriminação. El-Zoghbi diz que a comunidade islâmica no Brasil tem uma posição bastante favorável à Lei de Migração, considerada um avanço não só do ponto de vista do Brasil, como também no mundo, onde surgem hoje legislações extremamente protecionistas.
Para El-Zoghbi, a comunidade islâmica defende a liberdade de expressão e manifestação desde que pautada por uma conduta adequada. Segundo ele, o grupo Direita São Paulo tem característica criminosa, principalmente nas manifestações dirigidas contra o islamismo, que se caracterizam pela intolerância e pelo preconceito, dai o porquê da necessidade de as autoridades de segurança terem de agir para coibir esse tipo de manifestação. 
"Mesmo uma posição diferente daquilo que pensamos tem que haver o espaço para que haja o contraditório, para que as pessoas possam dialogar dentro da mais adequada civilidade. Essa manifestação é algo que já vem há diversos meses. Vemos palavras de ordem facilmente enquadradas no crime de intolerância religiosa e de descriminação. Nós brasileiros, de uma formação étnica múltipla, devemos ter essa compreensão de que devemos ter essa aceitação das diferenças culturais, que fazem parte do DNA de nossa nação. Boa parte do que vem acontecendo tem a ver com a falta de conhecimento da religião islâmica", diz El-Zoghbi, convidando as pessoas a terem esse conhecimento nas instituições islâmicas que não têm qualquer tipo de bandeira ideológica.
Por dois dias, a Sputnik entrou em contato com representantes da Direita São Paulo e do movimento Palestina para Tod@as, mas não teve resposta aos pedidos de entrevista.
O confronto ocorrido em São Paulo acontece na mesma semana em que a Justiça brasileira condenou oito pessoas a penas de cinco a 15 anos de prisão por "promoção de ações terroristas" arquitetadas com o Daesh às vésperas dos Jogos Olímpicos da Rio 2016. As oito pessoas, com idades entre 19 e 33 anos, foram detidas em julho com base na nova legislação antiterrorista promulgada em março de 2016 pela presidente Dilma Rousseff. O grupo, segundo a Justiça, arquitetava diversos atentados durante os jogos, visando homossexuais, muçulmanos, xiitas e judeus, incluindo o envenenamento do sistema de distribuição de água da cidade do Rio de Janeiro.
fonte https://br.sputniknews.com/brasil/201705058323092-sociedade-islamismo-direita-extremismo-imigracao-mundo/

Reações:

2 comentários:

  1. As novas leis do Brasil que estão em vigo lei nº 23.02/ 17 de fevereiro de 2017

    Art. 115 Anti islã e anti muçulmano, os muçulmanos (as), nunca poderão se tratados como ser humanos, mas sim como indivíduos lei nº 23.02/17 de fevereiro de 2017

    I O islã é considerado uma seita satânica e é proibido a divulgação e a pratica de qualquer ato ou pregação em local publico e privado.

    II As mesquitas sera condenado um local proibido de aglomeração e pratica da seita satânica islâmica

    III Aqueles que praticarem a seita islâmica nunca poderá assumir cargos públicos e não participa de concursos publico, políticos, assessores de políticos, educadores em escolas publica e privadas.

    IV Qualquer pessoa poderá impor normas e deveres ao considerados muçulmanos (as), e até prender ou exterminar o muçulmano (a) caso o mesmo tenha desobedecido, praticado qualquer ato criminoso ou exigir diretos.

    V As mulheres consideradas muçulmanas podem se violentadas e exterminada caso fiquem gravidas.

    VI Os muçulmanos nunca poderão adquiri propriedades, comércios, empresas e imoveis.

    VII Qualquer pessoa poderá entra na residencia e uma pessoa considerada muçulmana para fiscalizar e até despeja o mesmo do local.

    VIII O alcorão é proibido a divulgação, a reprodução, a impressão e a distribuição no território brasileiro.

    IX Aquele que for pego portando ou tiver na sua residencia um exemplar do alcorão sera espancado em praça publica até a morte.
    X Quem apoia, defender, se casar e tiver amizade com um individuo muçulmano sera tratado como um muçulmanos e tera que sequie e obedecer as mesma lei anti islã e anti muçulmano.

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  2. Bando de filhas da puta quero ver esse safado apoiar a criação de uma igreja em países árabes. ....Vem falar de intolerância. ....

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