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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Justiça condena oito pessoas por fazerem parte do Estado Islâmico no Brasil

RIO — A Justiça federal do Paraná condenou, nesta quinta-feira, oito brasileiros investigados na Operação Hashtag acusados de planejar ações terroristas no país. O juiz Marcos Josegrei da Silva seguiu o entendimento do Ministério Público Federal de que os réus faziam parte de uma célula do Estado Islâmico no Brasil. Todos foram condenados na lei antiterrorismo que fala em "promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organização terrorista". Eles foram presos preventivamente pela Polícia Federal às vésperas da Olimpíada Rio 2016, na Operação Hashtag.
A Defensoria Pública da União, que defendeu sete dos oito condenados pela Justiça federal do Paraná, informou que vai recorrer das decisões do juiz Marcos Josegrei da Silva. O defensor público federal Bruno Kurc Cevelli, responsável pelo caso, informou que a defensoria recebeu a intimação na tarde desta quinta.
Os oito condenados Oziris Moris Lundi, Levi Ribeiro Fernandes, Israel Pedra Mesquita, Hortencio Yoshitake, Alisson Luan de Oliveira, Luis Gustavo de Oliveira, Fernando Pinheiro e Leonid El Kadre já estavam presos preventivamente e aguardavam o julgamento. Eles foram presos durante a Operação Hashtag .
Segundo a decisão, entre 17 de março e 21 de julho do ano passado os condenados "se dedicaram a promover a organização terrorista denominada Estado Islâmico do Iraque e do Levante".
A promoção do terrorismo se dava por meio de publicações em perfis no Facebook, Twitter e Instagram; conversas em grupos fechados e compartilhamento de material extremista. O conteúdo foi obtido a partir da quebra do sigilo de dados telefônicos.
"Os condenados exaltavam e celebravam atos terroristas já realizados em todo mundo, passando pela postagem de vídeos e fotos de execuções públicas de pessoas pelo Estado Islâmico, chegando a orientações de como realizar o juramento ao líder do grupo ('bayat'), e atingindo a discussão sobre possíveis alvos de ataques que eles poderiam realizar no Brasil (estrangeiros durante os Jogos Olímpicos, homossexuais, muçulmanos xiitas e judeus), com a orientação sobre a fabricação de bombas caseiras, a utilização de armas brancas e aquisição de armas de fogo", informa o juiz na decisão.
Os condenados:
LEONID EL KADRE DE MELO — condenado à pena total definitiva de 15 anos, 10 meses e 05 dias de reclusão, sendo 13 anos, 08 meses e 15 dias de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa de 237 dias-multa.
ALISSON LUAN DE OLIVEIRA — condenado por práticas terroristas à pena total de 6 anos e 11 meses de reclusão, sendo 5 anos e seis meses de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa 70 dias-multa.
OZIRIS MORIS LUNDI DOS SANTOS AZEVEDO — condeando por práticas terroristas a pena total definitiva de 06 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa de 10 dias-multa.
Conversa entre Oziris e Alisson após ataque terrorista em Orlando - Reprodução
Em junho do ano passado, Oziris Moris disse em conversa com Alisson Luan que gostou do ataque praticado em Orlando, que resultou na morte de mais de 50 pessoas. Ele disse acompanhar os canais do grupo extremista.
Trecho da denúncia do Ministério Público Federal mostra Alisson comemorando após ataque terrorista em Orlando - Reprodução
No mesmo diálogo, momentos depois, Alisson compartilhou a imagem de Omar Matten, atirador do massacre de Orlando. Na mensagem, ele apresenta o atirador como “irmão que realizou o ataque”.
Hortencio, que também fazia parte da conversa, revela voltade de ataque na Paulista - Reprodução
O ataque em Orlando teve como alvo uma boate de público gay. Nesse contexto, o Hortência (TEO YOSHI) enviou a mensagem aos colegas: “Eu tenho vontade de sair pra paulista8 e levar essas bichas pro inferno”.
LEVI RIBEIRO FERNANDES DE JESUS — condeando por práticas terroristas à pena total definitiva de 06 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo e multa de 10 dias-multa.
ISRAEL PEDRA MESQUITA — condenado por práticas terroristas à pena total 6 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa de 10 dias-multa.
HORTENCIO YOSHITAKE — condenado por práticas terroristas à pena total de 6 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado, e multa de 10 dias-multa.
LUIS GUSTAVO DE OLIVEIRA — condenado por práticas terroristas à pena total definitiva de 6 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado, e multa de 30 dias-multa.
FERNANDO PINHEIRO CABRAL — condenado por práticas terroristas à pena total de 5 anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, e multa de 70 (setenta) dias-multa.
Leonid El Kadre, Alisson Luan, Luis Gustavo e Fernando Pinheiro não poderão recorrer em liberdade. Já Yoshitake, Israel Pedra, Levi Ribeiro e Oziris Moris poderão recorrer em liberdade, mantidas as demais condições para a manutenção de suas solturas.

fonte https://oglobo.globo.com/brasil/justica-condena-oito-pessoas-por-fazerem-parte-do-estado-islamico-no-brasil-1-21295184

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