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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Evolução da arte islâmica é tema de curso em SP


São Paulo – Da arquitetura dos templos de Petra às enormes mesquitas de Bagdá, a evolução da arte sob a influência do Islamismo será tratada no curso Arte Islâmica, que ocorre nos dias 06, 13, 20 e 28 de outubro, na capital paulista. O curso é organizado pelo Instituto da Cultura Árabe (Icarabe) e será ministrado por Plínio Freire, mestre em História pela Universidade de São Paulo (USP).

A primeira aula aborda a arquitetura de Petra, na Jordânia. Freire destaca que antes da ascensão do Islã, no século 7º, aquela região era uma rota de caravanas do deserto, um local de cultura árabe, mas com forte influência grega e romana. “Essas influências se cruzem em Petra, que tem elementos helenísticos e mesopotâmicos. Eles são fundamentais para entender como o Islã aparece”, afirma.

O professor classifica a arquitetura de Petra como “exuberante” e comenta sobre o que pode ser visto na cidade. “As colunas com capitéis [extremidades superiores] da ordem coríntia, tudo em um contexto de cultura helenística, com elementos mesopotâmicos e egípcios, e as réplicas de casas assírias”, aponta.

“Os árabes foram brilhantes para coletar elementos de diferentes culturas. Existia um imenso bom gosto e eles iam coletando elementos das culturas com as quais iam entrando em contato”, conta.

A segunda aula tem como foco a cidade de Meca, na Arábia Saudita e o advento do Islã. “A cidade de Meca era um grande centro comercial e por isso virou um grande centro religioso. Vou mostrar como funcionavam as religiões nas caravanas e a formação da língua árabe, que surgiu a partir de poetas que cantavam as glórias das tribos caravaneiras”, diz.

A poesia, explica o professor, teve um papel fundamental na criação da língua árabe. Freire conta que, quando as diferentes tribos do deserto se encontravam, os poetas precisavam usar uma língua intermediária entre as diferentes línguas usadas nas tribos, ou seja, uma língua que fosse compreendida pelos membros das diversas tribos que se encontravam para mostrar suas conquistas. Foi daí que nasceu o idioma árabe. “É por isso que é uma língua tão difícil, porque é uma língua feita por poetas”, ressalta. Nessa época, além da poesia, destaca-se ainda a tapeçaria.

A cidade de Damasco, na Síria, e a expansão do Islã são tratados na terceira aula. Após a morte do profeta Maomé, ocorre a divisão entre sunitas e xiitas. Com a decisão da maioria dos seguidores do profeta em passar a liderança da religião a um califa (palavra que significa sucessor), o império islâmico se expande rapidamente e o centro de poder religioso se transfere de Meca para Damasco.

“Aí começa a surgir a arte islâmica”, diz Freire. “Surgem as primeiras mesquitas extraordinárias, luxuosas, refinadas. É o Islã como uma manifestação política”, aponta.

O professor lembra que a mesquita principal ficava ao lado do palácio do califa. A principal mesquita desta época, a Grande Mesquita Omíada, ainda hoje existente em Damasco, foi “a primeira construída dentro desse contexto imperial, pensada como uma obra de arte”. O local, que havia sido um templo romano e uma basílica cristã, foi redecorado com mármore, mosaicos e enfeites luxuosos. A mesquita do Domo da Rocha, em Jerusalém, foi erguida seguindo as mesmas bases de luxo e requinte, mesmo tendo um tamanho menor, diz o professor.

Bagdá, no Iraque, é o tema da quarta aula. Com a queda da dinastia omíada e ascensão da dinastia abássida, o centro de poder é transferido de Damasco para Bagdá. A cidade que foi construída artificialmente, em forma de círculos. “A cidade em forma de círculo significa um império, porque o círculo significava o mundo todo”, conta.

Neste período, entre os séculos 8º e 9º, aumenta muito o número de fieis do Islã e as mesquitas deixam para trás o luxo para abrigar o crescente número de seguidores. “As mesquitas perdem o caráter de luxo e começam a ser feitas de tijolos, mas são muito grandes e com um pátio interno muito grande”, destaca o professor.

Segundo ele, isso deixa marcas muito profundas na arquitetura do Islã, pois as mesquitas deixam de ser construções luxuosas e passam a ser minimalistas na decoração e ganham áreas muito maiores.

Serviço
Curso Arte Islâmica
Dias: dias 06, 13, 20 de outubro (5ªs feiras) e 28 de outubro (6ª feira), das 19h às 21h30.
Local: Auditório da Livraria Martins Fontes – Av. Paulista, 509 – Tel. 2167-9900 (metrô Brigadeiro)
Valores:
Público geral: R$ 250; aula avulsa: R$ 65
Associados do Icarabe, estudantes e aposentados: R$ 200; aula avulsa: R$ 55
Inscrições e informações pelo e-mail cursos@icarabe.org.

fonte http://www.anba.com.br/noticia_educacao.kmf?cod=21872665

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