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terça-feira, 17 de maio de 2016

O Estado Islâmico pode mesmo atacar o Brasil?

JIHADISM

Em 19 de novembro do ano passado - apenas um dia depois dos atentados em Paris que deixaram 137 mortos e 352 feridos -, um tweet surgiu na rede. Dizia: "Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar este país de merda". O autor da mensagem era Maxime Hauchard (ou Abou Abdallah al-Faransi, como se autonomeou), francês de 22 anos que em 2013 cruzou a Turquia para se juntar ao Estado Islâmico e hoje é considerado o segundo na linha hierárquica de decapitações do grupo. Na última semana, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou: a mensagem é autêntica e veio mesmo do terrorista.

Em 19 de novembro do ano passado - apenas um dia depois dos atentados em Paris que deixaram 137 mortos e 352 feridos -, um tweet surgiu na rede. Dizia: "Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar este país de merda". O autor da mensagem era Maxime Hauchard (ou Abou Abdallah al-Faransi, como se autonomeou), francês de 22 anos que em 2013 cruzou a Turquia para se juntar ao Estado Islâmico e hoje é considerado o segundo na linha hierárquica de decapitações do grupo. Na última semana, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou: a mensagem é autêntica e veio mesmo do terrorista.
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Conta do terrorista foi suspensa, mas mensagem é real. Foto: Reprodução/Twitter
O Governo subiu o alerta de segurança em torno dos Jogos Olímpicos, mas descartou um ataque efetivo durante as competições. Em entrevista ao jornal Zero Hora, o chefe de Segurança da Rio 2016, Andrei Rodrigues reafirmou que o País trabalha em cooperação com agências de inteligência internacionais e que o Brasil virou "referência internacional na área [de contraterrorismo]".
Lobos solitários
Embora haja motivos para se preocupar, analistas concordam que um ataque de proporções de Paris ou Bruxelas é quase impossível durante a Olimpíada. Isso porque a estratégia do Estado Islâmico é atacar civis em situações rotineiras, quando não há esquemas complexos de segurança montados. Organizar uma ação contra um país que já desenvolve seu plano contraterrorista há anos requereria um plano cuidadoso, com variáveis o suficiente para torná-lo inviável.

Copa deixou como legado, um Centro integrado de segurança que coordena ações de monitoramento em todas as capitais a partir de Brasília. Fonte: NBR/EBC
Em entrevista ao jornal mexicano Excélsior em fevereiro, o analista internacional Julián Schvindlerman também destaca a pouca capilaridade de células do EI na América Latina. "(A presença) é inexistente ou baixa. Há muito mais simpatizantes do Hezbollah, de algumas células da Al-Qaeda e islâmicos vários", declarou. O consultor porém completa a frase com outra informação importante: "pode haver indivíduos muçulmanos que se identificam com a EI na área, mas em termos de ativos e operação do grupo Estado Islâmico na América Latina, no meu entendimento, não há sinais no radar até agora";
Pode parecer pouco, mas não é. A ação do que chamamos de "lobos solitários" é a principal preocupação das autoridades em torno das Olimpíadas. Agindo sozinhas, essas pessoas são arregimentadas por redes sociais ou fóruns jihadistas e nem sempre precisam ter qualquer tipo de relacionamento presencial com chefes do grupo. Identificam-se com a ideologia e geralmente recebem a ordem de ataque por protocolos criptografados na internet, dificultando o monitoramento.
No final do ano passado, já se falava deles. O diretor da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, chegou a afirmar em uma conversa com a Deutsche Welle, que os lobos representavam uma ameaça e que a agência estava mobilizando várias instâncias para combatê-los.
A ameaça é difusa em qualquer parte do território brasileiro e fora dele. Estamos usando todos os meios disponíveis dentro do estamento jurídico nacional, utilizando nossos colaboradores, trabalhando com metodologias próprias em fontes abertas, além de contar com apoio de serviços estrangeiros e também com a cooperação com a polícia judiciária e o ministério da Defesa. Embora saibamos que não há 100% de garantia na área de segurança, o trabalho está sendo bem feito e esperamos ter sucesso.
Os serviços de inteligência governamentais também identificaram há mais de um ano que o Estado Islâmico estaria recrutando jovens no Brasil. De acordo com o Estadão, o Palácio do Planalto foi avisado que pelo menos 10 brasileiros teriam sido arregimentados pelos terroristas. Em setembro, a Polícia Federal desmontou umgrupo suspeito de movimentar cerca de R$50 milhões em lavagem de dinheiro para ações terroristas. Os criminosos eram liderados pelo libanês Firas Allameddin e articulavam as ações a partir de uma casa no bairro do Pari, zona Norte de São Paulo. Nas redes sociais, Allameddin postava fotos em apoio ao EI e ao terror.
Agentes federais também desmantelaram em dezembro, uma fraude perigosa no coração dos Jogos: um sírio residente no Rio de Janeiro coordenava um esquema falsificação de documentos responsável por transformar 72 imigrantes sírios em cidadãos brasileiros, com direito até mesmo a Título de Eleitor e Passaporte.

Crime expôs fragilidade da segurança brasileira a fraudes. Fonte: TV Globo
Lembre-se de Munique
Em 1972, nos primeiros Jogos Olímpicos realizados na Alemanha desde o fim da II Guerra Mundial, oito palestinos do grupo terrorista Setembro Negro invadiram a Vila Olímpica e mataram dois membros da delegação israelita. Eles tentavam a libertação de árabes presos em Israel, mas o governo se mostrou irredutível e se recusou a negociar. O Setembro Negro acabou matando todos os outros 11 reféns que tinha capturado, chocando o mundo e marcando a história das Olimpíadas para sempre.
Rede americana ABC destaca o massacre em 1972. Fonte: ABC/YouTube
Segurança passou a ser palavra de ordem em todos os grandes eventos internacionais desde então. Ainda que precauções estejam sendo tomadas, é preciso sempre lembrar: o Brasil possui dimensões continentais e parca fiscalização de fronteiras. Traficantes de drogas constituem verdadeiras autoridades em alguns morros cariocas e possuem sistemas de informação e armamento muitas vezes mais sofisticados que a própria Polícia. Uma possível associação dos nossos bandidos domésticos com grupos terroristas não pode ser descartada.
Analista de Assuntos Estratégicos e coronel reformado da Brigada Militar, André Luís Woloszyn é um dos maiores especialistas brasileiros em contraterrorismo. Para ele, "o Brasil nem de longe está preparado para o terrorismo, até por desconhecer esse problema em décadas recentes". Woloszyn também destaca que a indústria armamentista brasileira já gerou problemas aos jihadistas.
Bombas cluster fabricadas no Brasil (do tipo que espalha pequenos projéteis explosivos), proibidas pela Convenção de Genebra, foram lançadas na Síria e no Iêmen, em áreas controladas pelo Estado Islâmico. Até coisas assim podem gerar vingança. Mas espero que não aconteça, para nosso bem. (Fonte: Zero Hora)
O governo está confiante no esquema montado até agora. Tanto é assim que apresidente Dilma sancionou no fim de 2015, uma lei que permite isentar, de forma excepcional e unilateral, parte dos vistos para as Olimpíadas do Rio de 2016. Ao contrário do que aconteceu na Copa do Mundo, não será necessária a comprovação da compra de ingressos para acompanhar os jogos para cidadãos vindos dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália. A decisão teria sido criticada pelo então chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi (substituído pelo almirante Ademir Sobrinho).

Os meses que seguem podem consolidar o Brasil como modelo de ação contraterrorista. Ao menos por hora, porém, os olhos do mundo estão voltados para nós e a luz amarela está acesa.

fonte http://www.brasilpost.com.br/igor-patrick-silva/terrorismo-ameaca-brasil_b_9702578.html

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