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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Ginecologistas despertam polêmica ao sugerir mutilações genitais “minimalistas”

IMAGEM USADA EM CAMPANHA CIRCULADA NA EUROPA EM COMBATE À MUTILAÇÃO GENITAL  (Foto: divulgação)

Nesta terça (23), dois ginecologistas norte-americanos despertaram revolta por parte de outros médicos ao defenderem publicamente que mutilações genitais “minimalistas” sejam toleradas. Segundo eles, intervenções que respeitem tradições culturais sem por em risco a saúde das mulheres deveriam ser permitidas. A declaração foi feita poucas semanas depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançar uma campanha contra a prática que já afetou cerca de 200 milhões de mulheres no mundo, principalmente na África e no Oriente Médio.
“Nós não estamos dizendo que as intervenções sobre os órgãos genitais de mulheres sejam desejáveis, mas sim que algumas devem ser toleradas pelas sociedades liberais”, escreveram os médicos Shah Kavita Arora e Allan J. Jacobs, ambos de Cleveland, em artigo para o Jornal da Ética Médica. No texto, eles ainda sugeriram a substituição do termo “mutilação genital” por “alteração genital”.
De acordo com os ginecologistas, dois tipos de excisões deveriam ser tolerados: aquele que não tem efeito duradouro sobre a aparência ou o funcionamento dos órgãos genitais, assim como o que muda “ligeiramente” a aparência, sem ter um efeito duradouro sobre a capacidade reprodutiva ou satisfação sexual das mulheres. O segundo incluiria a remoção da “capa” ou prega de pele que cobre o clitóris ou a redução dos lábios. A proibição ficaria restrita, segundo eles, apenas às mutilações que possam interferir na sexualidade e no curso da gravidez. Os ginecologistas chegaram a comparar os procedimentos à circuncisão masculina, que é legal no mundo ocidental.
Hoje, a mutilação envolve remoção parcial ou total da genitália externa feminina, que inclui o clitóris, os grandes e os pequenos lábios. Ela costuma ser realizada na maioria das vezes em crianças e adolescentes por questões culturais, religiosas e sociais. A prática é considerada uma iniciação à vida adulta e uma maneira de manter as meninas “puras”, garantindo que elas consigam casar. Perigoso, o procedimento pode tanto causar dificuldades urinárias, cistos e infecções, como desenvolver quadros de infertilidade, gerar complicações nos partos e ainda  levar à morte em caso de choque hemorrágico.
Em reação às declarações, a médica Ruth Mackin, da Escola de Medicina Albert Einstein, de Nova York, afirmou que “uma tradição cultural destinada a controlar as mulheres, mesmo que de forma menos nociva, deve ser abandonada”.
Brian Earp, do Instituto de Pesquisa Bioética, de Nova York, foi além e se colocou contrário também à circuncisão masculina. “Em última análise, eu sugiro que nenhuma criança, independente de qualquer sexo ou gênero, tenha seus órgãos sexuais danificados ou removidos, sem que possam antes compreender e concordar com o que está em jogo na intervenção”, escreveu nos comentários do texto.

fonte
http://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2016/02/ginecologistas-despertam-polemica-ao-sugerir-mutilacoes-genitais-minimalistas.html



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