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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Cristãos em extinção: onde, como e por quem?

No Iraque, em um dia qualquer, as pessoas poderiam estar sangrando até a morte nas igrejas. Meninas de nove anos de idade poderiam ser vendidas como escravas sexuais. Padres e pastores poderiam ser ameaçados, roubados, assediados, extorquidos, sequestrados, crucificados, torturados ou decapitados.
Tudo isso porque acreditam em Jesus ou porque, em Seu nome, eles se importam com os pobres e os vulneráveis.
Até esse ano, a comunidade cristã no Iraque (a primeira comunidade à ouvir do Evangelho a partir dos próprios apóstolos) prosperou por quase 2.000 anos. Hoje ela enfrenta a ameaça de extinção.
O arcebispo ortodoxo siríaco de Mosul diz que o que aconteceu com os cristãos em sua cidade, a segunda maior cidade do Iraque, “pode ser descrita em uma única palavra: genocídio.”
A organização terrorista extremista responsável por esse genocídio é o Estado Islâmico (ISIS), um grupo terrorista tão brutal que foram excomungados pela Al-Qaeda. O grupo leva a encarnação do inferno aos mosteiros e igrejas, nas casas de cristãos pacíficos e nas ruas das cidades antigas – onde rotineiramente as cabeças decepadas dos que se opõem à eles são expostas.
Visitei o Iraque no ano passado. Lá, conheci uma freira idosa, a irmã Maria Hanna, que disse que o “cristianismo no Iraque está sangrando.”
“Estamos extremamente exaustos”, ela disse. “Todos os dias, esperamos que o amanhã seja melhor. Mas os nossos amanhãs parecem trazer mais lágrimas e mais sofrimento.”
Pela primeira vez em 1.600 anos, não há sinos tocando na segunda maior cidade do Iraque. Soldados do Estado Islâmico bombardearam os mais famosos e antigos edifícios cristãos e queimaram antigos manuscritos. O grupo limpou o cristianismo e os cristãos da cidade tão cuidadosamente que até mesmo removeu as cruzes das lápides. Os únicos que permanecem no coração cristão da cidade, a “Nínive Plains”, são reféns ou mulheres em escravidão.
Em sua essência, o Estado Islâmico demonstra um ódio implacável pelos cristãos e busca a sua completa eliminação, estejam eles no Iraque ou na Síria, ou em qualquer cidade do mundo. Seu gosto particular pelo sangue cristão tem sido plenamente exibido nos últimos meses, com a execução de mais de 50 cristãos egípcios e etíopes em videos chamados “uma mensagem escrita com sangue à nação da cruz.” Encorajados pelo silêncio ocidental sobre os crescentes ataques, os filiados e simpatizantes do ISIS executam seus próprios ataques contra os cristãos em outros países.
Estamos presenciando a primeira perseguição do século 21, emanando do berço do cristianismo em uma escala raramente vista na história cristã.
Dez anos atrás, haviam 1,5 milhões de cristãos no Iraque e agora as estimativas limitam a atual população cristã em não mais do que 300 mil. Da mesma forma, a comunidade cristã de 2 milhões na Síria está sendo dizimada e os 8 milhões de coptas egípcios têm experimentado mais perseguição nos últimos 3 anos do que somando os 600 anos anteriores.
A “Primavera Árabe” provocou um “Inverno Cristão”, permitindo que os terroristas tirassem proveito da instabilidade política de vários países para lançar uma guerra contra os cristãos, as minorias religiosas (por exemplo, os Yazidis) e a grande maioria dos muçulmanos da região.
A ONU considera o Estado Islâmico como o responsável pela “pior crise humanitária da nossa era moderna.”
Em meio a essa crise, muitos de nós corremos o risco de ficar à deriva do medo ou do preconceito. Mas os cristãos não podem viver dessa maneira. Isso levanta a questão: “Como a Igreja deve reagir ao Estado Islâmico?” A resposta não é simples, nem fácil. Mas acredito que algumas respostas são claras:
CRISTÃOS E MUÇULMANOS DEVEM SE UNIR
Durante uma semana no final de 2013, os soldados do Estado Islâmico saquearam mais de 40 igrejas antigas no Egito. Muitos cristãos foram feridos e alguns foram mortos. Quase todos os cristãos do país foram tomados, mais uma vez, pela súbita sensação de insegurança.
Esta foi a mais recente de uma série crescente de ameaças contra a antiga comunidade cristã no Egito e elas continuam até hoje. Os incidentes são numerosos, com alguns especialmente repugnantes, como quando extremistas atacaram as aldeias de alguns dos 21 coptas mártires, a fim de parar a construção de uma igreja em honra dos membros da família que a ISIS decapitou.
Apesar da crescente ameaça do extremismo islâmico no Egito, tem ocorrido repetidos incidentes envolvendo os muçulmanos que estão protegendo as igrejas cristãs de ataques dos extremistas. Na verdade, o presidente do Egito, um muçulmano, foi quem ordenou a construção da igreja cristã em honra aos mártires coptas.
Semanas anteriores ao avanço ultra-rápido do Estado Islâmico no Iraque e na Síria em 2014, os principais estudiosos islâmicos do mundo divulgaram uma carta aberta ao líder da ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, criticando-o pela horrível teologia islâmica ditada pelo horror que o grupo inflige sobre o mundo. Esta carta descreve 24 áreas especificas que as ações do Estado Islâmico se opõem diretamente aos ensinamentos islâmicos. Nessa refutação à ideologia da ISIS, os autores fizeram diversos apontamentos. Eles ironizam o líder da ISIS pelos erros gramaticais e de interpretação das palavras básicas em árabe.
Em relação aos cristãos, a carta é clara: “Estes cristãos não são combatentes contra o Islã… na verdade, eles são nossos amigos, vizinhos e co-cidadãos.”
Na verdade, meu interesse pelos cristãos do Oriente Médio não começou com os cristãos de forma geral. Tudo começou com um muçulmano.
O homem que me apresentou a situação dos cristãos no Oriente Médio foi o Rei da Jordânia, um muçulmano que é considerado descendente direto do profeta Maomé. Rei Abdullah II convocou uma reunião em Amã, que incluiu representantes de antigas comunidades cristãs no Oriente Médio. O coordenador da reunião era um príncipe jordaniano altamente considerado e conselheiro especial do rei para assuntos religiosos, Ghazi bin Muhammad, que tem estado na linha de frente do movimento inter-religioso global há 20 anos.
Na reunião, Ghazi disse ao grupo que “os cristãos estavam naquela região antes dos muçulmanos. Eles não são estranhos, nem colonialistas, nem estrangeiros. Eles são nativos destas terras e árabes, assim como os muçulmanos são.”
Rei Abdullah II, na presença da mídia internacional, respondeu que o grupo tinha o “dever, ao invés de um favor” de proteger os cristãos no Oriente Médio. Esses líderes jordanianos levantaram a questão da destruição sistemática das antigas comunidades cristãs muito antes que qualquer cristão nos Estados Unidos prestasse atenção.
Até tempos recentes, cristãos e muçulmanos viviam juntos pacificamente em países como o Iraque e a Síria. Os conflitos atuais são o resultado de um extremismo que ameaça não só as comunidades cristãs, os yazidis e outras minorias religiosas, mas também quase todos os muçulmanos – a grande maioria dos quais, sejam sunitas ou xiitas, não aceitam a ideologia jihadista do Estado Islâmico.
Os cristãos não podem enxergar todos os muçulmanos como extremistas da mesma forma que não podemos ver todos os cristãos como cruzados. Essa é a hora de ficarmos lado a lado com a comunidade muçulmana, não em troca de nossas diferentes definições de verdade, mas unificada contra aqueles que são inimigos de todas as definições de verdade.
ENVOLVER-SE NA ORAÇÃO SEM FATALISMO
Certo dia, um pastor no Iraque chamado José, quando ouviu que o Estado Islâmico estava se aproximando de sua aldeia, correu de casa em casa alertando as pessoas que suas vidas estavam em perigo. Mas ele estava sem tempo: sua vila tinha muitos cristãos e haviam poucas horas restantes. As estradas estavam tomadas de pessoas em fuga e era evidente que nem todos poderiam escapar. José conhecia uma família que não conseguiria fugir – uma família que ele amava.
Ele correu para a casa deles e disse-lhes: “Quando o ISIS chegar, eles virão à sua porta e lhes perguntarão se vocês são cristãos ou muçulmanos. Diga à eles: ‘Eu sou um seguidor de Jesus.’ ”
Foi um conselho um pouco acanhado, uma vez que os muçulmanos consideram Jesus como um profeta. Não havia nenhuma maneira do Estado Islâmico identifica-los como membros da comunidade cristã. José os deixou com um último conselho antes de correr para o próximo grupo: “Se vocês optarem por não se converter”, disse a eles, “então saiba que irá doer apenas por 1 segundo. Estou orando por vocês.” A ISIS chegou antes que a família pudesse fugir.
A dor durou por um segundo.
De certa forma, estamos testemunhando um Livro dos Mártires sendo escrito todo dia no Oriente Médio.
Como cristãos, podemos reagir de duas maneiras diferentes quando lemos histórias como essa. Podemos adotar um senso de fatalismo. Esta reação nos faz encarar o sofrimento e confiar em Deus. Consequentemente, não nos sentimos inspirados em dar um basta nisso.
Ao reagirmos assim, não conseguimos compreender a grande história do sacrifício profundamente enraizado na Igreja Cristã. Nós falhamos em não enxergar como o sofrimento fortalece a igreja e faz com que a igreja cresça. Só vemos a escuridão, ao invés do raio de luz que brilha quando um cristão, jovem ou velho, morre em nome de Jesus.
A Bíblia nos ensina a viver ambas as realidades. Abraçamos a inevitabilidade do sofrimento e até mesmo o martírio, assim como clamamos por justiça e lutamos para resgatar aqueles cujas vidas estão ameaçadas por causa da sua fé em Cristo. Devemos celebrar o sacrifício dos nossos irmãos e orar ao mesmo tempo, assim como Paulo aconselha a igreja em Tessalônica, “para que sejamos libertos dos homens perversos e maus”(2 Tessalonicenses 3.2).
Não é o tempo das nossas igrejas estarem dedicando um domingo de culto para a igreja perseguida. Este é o momento das igrejas dedicarem todos os domingos de culto à igreja perseguida. Nossos irmãos precisam de nossas orações para sua proteção e perseverança.
Precisamos nos levantar e começar a ajudá-los.
Uma das coisas mais simples de fazer é ajudar as organizações que prestam assistência humanitária às vítimas da ISIS. Se nossos irmãos morrem por falta de comida ou abrigo, então o Estado Islâmico continuará ganhando.
REJEITAR O MEDO E ERGUER A NOSSA VOZ
Quando o arcebispo de Washington D.C., Cardeal Donald Wuerl, dirigiu a abertura da convocação da Universidade Católica da América no último outono, ele lançou um apelo em nome dos cristãos perseguidos no Oriente Médio, pedindo ao público que refletissem se ficariam sem fazer nada enquanto o Estado Islâmico eliminava os 2.000 anos de cristianismo no Oriente Médio. E então, ele disse essas palavras:
De forma alguma podemos ignorar isso. Muitas vezes, somos questionados sobre como é possível que atrocidades como está ocorram na história da humanidade. Elas ocorrem por duas razões: existem aqueles que estão preparados para cometê-los e aqueles que permanecem em silêncio. Hoje, as ações no Iraque e na Síria são algo que não podemos ignorar. Não quero a minha consciência me acusando que eu fui cúmplice de algo tão horrível, simplesmente por estar calado.
Essa catástrofe exige uma resposta rápida e completa do mundo. Mas as exigências são ainda mais claras para os 2 bilhões da forte comunidade cristã do mundo. Durante um tempo, quando os cristãos eram decapitados e crucificados, o apóstolo Paulo disse à igreja de Corinto que “quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele” (1 Coríntios 12.26).
Outro autor do Novo Testamento escreveu, “lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles” (Hebreus 13.3). Temos a obrigação de ter empatia por aqueles cujas vidas estão ameaçadas e levantar a voz em nome da justiça, fazendo como o Rei Salomão nos aconselhou: “liberte os que estão sendo levados para a morte; socorra os que caminham trêmulos para a matança” (Provérbios 24.11).
No Iraque, conheci uma freira que viveu nos Estados Unidos por um tempo. Suas palavras sobre o Estado Islâmico e sobre os americanos (nota do tradutor: isso serve – e muito – para nós brasileiros) ainda me assombram.
“Para mim é chocante que (os americanos) estejam em silêncio diante do nosso genocídio”, disse ela. “Por favor, nos ajude. Levante sua voz por nós. Nos Estados Unidos, vocês cuidam de seus animais de estimação tão bem. Vocês podem cuidar de seus irmãos e irmãs que estão sofrendo?”
Agora é a nossa vez de falar e fazer de forma implacável.
Precisamos lembrar daqueles “na prisão” e “levados à morte” de maneiras tradicionais. Isto significa escrever e-mails e entrar em contato com líderes no governo, exigindo que eles façam mais para resolver essa crise. Devemos encorajar nossos pastores e líderes espirituais a fazerem mais. Vamos reconhecer as consequências deste momento e clamar em alta voz.
Nos dias de hoje, quando todo mundo possui Twitter e Facebook, também podemos levantar nossas vozes de outras maneiras.
Estou convencido de que temos um dever moral de usar a nossa influência individual para falar em nome dos que estão a caminho do perigo. O Estado Islâmico utiliza a web e as mídias sociais para espalhar sua propaganda e recrutar. Em um sentido mais real, eles lutam sua guerra online.
Todos nós temos o poder de rejeitar essa guerra, inundando a Internet com declarações de apoio em nome daqueles que a ISIS visa destruir. No ano passado, hashtags como #WeAreN, # 21Martyrs, #DefyingISIS e #ChristianLivesMatter representam uma pequena vitória nessa guerra digital. Quando clamamos por justiça online, estamos na linha de frente da batalha contra o Estado Islâmico que espalha o ódio, recruta mais soldados e inspira outras pessoas a cometer atrocidades.
ESPERANÇA
Enquanto aumentamos as orações e os nossos esforços para desafiar a ISIS, não podemos nos esquecer que Deus possui o poder de mudar os corações daqueles que estão aterrorizando a igreja, assim como Ele mudou o coração de Saulo – em uma estrada para a Síria – há 2.000 anos atrás. Talvez um membro do Estado Islâmico encontre Jesus ainda hoje. A partir do Novo Testamento, sabemos que ex-terroristas se tornam pregadores zelosos do Evangelho.

fontes
http://www.relevantmagazine.com/current/global/what-can-be-done-about-isis
http://thewordhaspower.com/estao-matando-nossos-irmaos-no-iraque-o-que-vamos-fazer/

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