Tv Islamismo No Brasil NOVO















Estamos com 5Hs e 10 minutos de video na nossa tv, contanto toda a verdade....

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Globo defende o islã: religião da paz e justiça social


Não é novidade que a mídia tem dificuldades em lidar com o islamismo, assunto cada vez mais frequente por conta da sucessão de ataques terroristas em todo o mundo. Geralmente os comentaristas minimizam os aspectos religiosos das mortes, como fazem quando chamam criminosos de “suspeitos”.
Contudo, a GloboNews, um dos canais pagos da rede Globo, fez um elaborado exercício de desinformação no programa “O Islã na Periferia”, que foi ao ar na noite do último domingo (27).
Durante cerca de meia hora, mesclou testemunhos de pessoas vindas das classes mais pobres da população de São Paulo com falas de líderes muçulmanos. O espectador desatento poderia confundir o material como parte de um vídeo panfletário de alguma instituição islâmica.
Nem mesmo o “abc” do jornalismo, que pressupõe a checagem de fatos, foi praticado. Por exemplo, a Globo News afirma que a população de islâmicos no Brasil “dobrou” nos últimos anos, saindo de 600 mil (2010) para 1,5 milhão (2017).
Uma simples investigação na página do Censo religioso feito pelo IBGE em 2010 mostra que eles eram 18.592.  Ainda que o número deva ter crescido, uma vez que essa é uma tendência mundial, em nenhuma projeção de especialistas no assunto existe a mais remota possibilidade de o governo estar errado e eles somarem mais de meio milhão.
O programa focou nas duas mesquitas da capital paulista, lideradas por brasileiros que pregam o islamismo para brasileiros. Obviamente ouve o “descolamento” da imagem de religião terrorista, preferindo-se manter o mantra que se trata de uma religião que traz a paz para os convertidos, ou revertidos como eles preferem.
Ao mesmo tempo, mostrou que os seguidores de Maomé no país sofrem agressões verbais e perseguições. Tudo fruto de uma bem-arquitetada trama da mídia que insiste em difamar a religião, algo que o programa tentava desfazer.
Isso pode ser resumido nas cenas finais da produção. “Conheça o islã através dos muçulmanos”, afirma César Kaab Abdul, líder da mesquita que fica na periferia. Já a revertida Aisha Muhammed complementa: “o conhecimento [do Islã] liberta o homem”. Em seguida, o sheik Rodrigo Rodrigues, da Mesquita do Pari sentencia: “Sejam bem-vindo a qualquer mesquita do Brasil”.
Questões como a busca pela igualdade social, a luta contra o terrorismo e a proteção às mulheres ocuparam a maior parte do programa. Mulheres, aliás, que aparecem com a cabeça coberta pelo hijab, lenço típico, contando como se sentem cuidadas e respeitadas pelo islã.
O mais curioso são as falas de César Abdul, que canta rap islâmico e se mostra um verdadeiro ativista social, trabalhando para ajudar a sua comunidade através do islamismo. Ele lidera o grupo “Jihad Brasil”, uma informação que pode passar batida em meio a sequência de termos árabes apresentadas durante a meia hora do documentário travestido de “reportagem especial”.
Talvez seria melhor a produção explicar aos telespectadores alguns dos termos comuns aos seguidores dessa religião. Um deles é justamente a jihad, defendida por Abdul. Com o sentido de guerra santa, é a justificativa principal dos extremistas para cometerem assassinatos de infiéis enquanto gritam “Allahu Akbar”.
Um outro termo útil, que embora faça parte dos preceitos não foi citado pela GloboNews é “taqiyya”, ou engano santo. Essa prática de mentir para os infiéis (não islâmicos) é aceitável quando serve ao propósito de ajudar a expandir o islamismo, algo que o próprio Maomé fez, quando ludibriou os moradores da cidade de Meca a fazerem uma trégua de 10 anos, quebrada por ele 2 anos depois, quando a conquistou com seu exército.

fonte https://noticias.gospelprime.com.br/globo-defende-o-isla-religiao-da-paz-e-justica-social/

sexta-feira, 23 de junho de 2017

20 MANDAMENTOS DIABÓLICOS DO ISLÃ. Curta Movimento Liberta Brasil e COMPARTILHE!

20 MANDAMENTOS DIABÓLICOS DO ISLÃ. Curta Movimento Liberta Brasil e COMPARTILHE!
1 - Tu deves estuprar, casar e divorciar meninas na pré-puberdade. Alcorão 65:4, 4:3
2 - Tu deves ter relações sexuais com escravas sexuais e trabalhadoras escravas. Alcorão 4: 3, 4:24, 5:89, 33:50, 58: 3, 70:30
3 - Tu deves bater nas escravas sexuais, nos trabalhadores escravos, e nas esposas. Alcorão 04:34
4 - Tu deves ter quatro testemunhas masculinas muçulmanas para comprovar um estupro. Alcorão 24:13
5 - Tu deves matar aqueles que insultam o Islão ou Maomé. Alcorão 33:57
6 - Tu deves crucificar e amputar não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 47: 4
7 - Tu deves matar os não-muçulmanos para garantir receber as 72 virgens no céu. Alcorão 9: 111
8 - Tu deves matar quem deixar o Islã. Alcorão 2: 217, 4:89
9 - Tu deves decapitar não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 47: 4
10 - Tu deves matar e morrer por Alá. Alcorão 9: 5
11 - Tu deves aterrorizar os não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 8:60
12 - Tu deves roubar e furtar os não-muçulmanos. Alcorão Capítulo 8 (Saque / Espólios de Guerra)
13 - Tu deves mentir para fortalecer o Islã. Alcorão 3:28, 16: 106
14 - Tu deves lutar contra os não-muçulmanos, mesmo que você não queira. Alcorão 2: 216
15 -- Tu NÃO deves tomar os não-muçulmanos como amigos. Alcorão 05:51
16 - Tu deves chamar os não-muçulmanos de porcos e macacos. Alcorão 5:60, 7: 166, 16: 106
17 - Tu deves tratar os não-muçulmanos como as criaturas mais vis, que não merecem misericórdia. Alcorão 98: 6
18 - Tu deves tratar os não-muçulmanos como inimigos jurados. Alcorão 4: 101
19 - Tu deves matar os não-muçulmanos por não se converterem ao Islão. Alcorão 09:29
20 - Tu deves extorquir não-muçulmanos para manter o Islão forte. Alcorão 09:29

fonte https://www.facebook.com/movimentolibertabrasiloficial/videos/2066803853605699/?autoplay_reason=gatekeeper&video_container_type=0&video_creator_product_type=2&app_id=2392950137&live_video_guests=0 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

"Matar crianças infiéis não é crime", diz Estado Islâmico

grupo Estado Islâmico (EI) defendeu recentemente em suas publicações que matar "crianças infiéis" não é um crime ou uma atitude errada. "Nós não deveríamos nos afligir pela morte colateral de mulheres e crianças infieis, porque Allah disse: 'não se aflija pelos infiéis", argumentou a organização terrorista em sua revista Rumiyah , em um artigo na edição de número 9 intitulado "Collateral Carnage" ("Massacre Colateral", na tradução).
Ao menos 12 crianças e adolescentes estão internados em estado grave em hospitais de Manchester após um atentado. De acordo com fonte médicas ouvidas pela emissora "BBC", todos os internados tem menos de 16 anos.
O grupo assumiu nesta terça-feira (23) a autoria do atentado à bomba realizado em Manchester durante um show da cantora pop Ariana Grande na noite de ontem. Ao menos 22 pessoas morreram e 59 ficaram feridas, a maioria crianças e adolescentes fãs da artista de 23 anos de idade. Logo após o ataque, jihadistas e simpatizantes do EI comemoraram nas redes sociais, mas o grupo demorou cerca de 12 horas para assumir oficialmente sua participação.
Em dois comunicados, um em árabe e outro em inglês, o Estado Islâmico informou que, "com o apoio e a graça de Allah, um soldado do califado instalou explosivos no meio de locais das Cruzadas, na cidade britânica de Manchester, em vingança à religião de Allah, para aterrorizar os infiéis e em resposta às transgressões contra as terras muçulmanas".
A nota explicou que "as bombas" foram detonadas perto da Manchester Arena e que outros ataques serão cometidos "com a permissão de Allah".
O Estado Islâmico não citou nomes de possíveis jihadistas envolvidos no ataque e, explicitamente, afirmou que havia mais de uma bomba.
A polícia do Reino Unido, que já trabalhava com a hipótese de um atentado terrorista, suspeitava que um suicida tinha detonado ao menos um explosivo de fabricação caseira na área da bilheteria da casa de espetáculos. Testemunhas, porém, relatavam desde ontem terem ouvido "ao menos duas explosões".
A polícia britânica prendeu um homem de 23 anos suspeito de ligação com o atentado. A identidade do detido foi mantida em sigilo. Ainda não há confirmação se o autor do ataque morreu na explosão ou se é o jovem preso nesta manhã, apesar da polícia defender a tese de que o terrorista cometeu suicidio. Outra prisão foi realizada no centro comercial de Arndale, em Manchester, mas as autoridades dizem que não há relação com o atentado.
fonmytreb https://www.terra.com.br/noticias/mundo/europa/matar-criancas-infieis-nao-e-crime-disse-estado-islamico,18342a153efde61f304e35fd94e44056neia1mzt.html

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Justiça Federal condena brasileiros ligados ao Estado Islâmico por planejar ataque nas Olimpíadas do Rio

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba (PR), condenou nesta quinta-feira (4) oito brasileiros ligados ao Estado Islâmico pelo planejamento de um atentado terrorista durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Eles foram presos em julho de 2016 durante as investigações da Operação Hashtag.
Os oito brasileiros condenados foram enquadrados na Lei Antiterrorismo, sancionada por Dilma em março de 2016, que diz ser crime "promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organização terrorista" e “realizar atos preparatórios de terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito".
Os condenados são:
1. Leonid El Kadre de Melo, 15 anos, 10 meses e 5 dias de reclusão;
2. Alisson Luan de Oliveira, 6 anos e 11 meses de reclusão;
3. Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, 6 anos e 3 meses de reclusão;
4. Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, 6 anos e 3 meses de reclusão;
5. Israel Pedra Mesquita, 6 anos e 3 meses de reclusão;
6. Hortencio Yoshitake, 6 anos e 3 meses de reclusão;
7. Luis Gustavo de Oliveira, 6 anos e 3 meses de reclusão;
8. Fernando Pinheiro Cabral, 5 anos e 6 meses de reclusão.
A condenação atende a um pedido do MPF (Ministério Público Federal), que destacou em comunicado que "as autoridades rastrearam redes sociais, sites acessados e as mensagens trocadas entre o grupo pelo aplicativo Telegram, e verificaram intensa comunicação entre os integrantes, conclamando interessados a se organizar para prestar apoio ao Estado Islâmico, inclusive com treinamento já em território brasileiro".
Na sentença, o juiz federal determinou que os réus Leonid El Kadre de Melo, Alisson Luan de Oliveira, Luis Gustavo de Oliveira e Fernando Pinheiro Cabral não poderão apelar em liberdade. Os demais poderão recorrer em liberdade, "mantidas as demais condições em vigor para a manutenção de suas solturas".

fonte http://noticias.r7.com/brasil/justica-federal-condena-brasileiros-ligados-ao-estado-islamico-por-planejar-ataque-nas-olimpiadas-do-rio-04052017

Ato anti-imigração na Paulista foi contra a lei, dizem especialistas

Gritos “contra a islamização” e discurso de intolerância religiosa no ato contra o novo Estatuto da Migração na Avenida Paulista nesta terça-feira (2) podem ser considerados crimes, dizem especialistas ouvidos pelo G1.
O protesto organizado pelas redes sociais pedia o veto da Lei de Migração, aprovada no Senado. Durante a manifestação, quatro homens – sendo dois de origem palestina - foram presos após confusão com os manifestantes. Eles foram liberados após audiência de custódia na última quarta, mas dois deles serão investigados por jogar um artefato explosivo no meio do ato.
A livre manifestação é um direito garantido pela constituição. O protesto contra a lei, em si, é legal e teve inclusive o acompanhamento da Polícia Militar. Mas, para o secretário-adjunto da Secretaria de Direitos Humanos, vinculada ao Ministério da Justiça, Silvio Albuquerque, “o limite da liberdade de expressão é a dignidade humana”. Ela não pode ser ferida, explica Albuquerque.
Em vídeos do protesto publicados em redes sociais pelo Movimento Direita São Paulo, que organizou o ato, a nova lei é chamada de “estatuto do terrorista”. “Essa lei veio para colocar os islâmicos contra os cristãos. Para destruir as famílias. Para pegar crianças de 9 anos de idade e fazê-las se casar com homens de 50 anos. Nós estamos falando de uma aberração cultural, de algo que não pode ser conivente com a nossa cultura", disse um militante ao microfone, à frente da marcha na última terça.
Em outro momento, os manifestantes cantaram em coro: “Abaixo, abaixo, a lei de migração, eu quero o meu país longe da islamização”.
“É crime. Na minha opinião, o ato praticado, embora não haja a tipificação [de crime de ódio], pode ser classificado como crime de discriminação racial, pela legislação de 89, e também acredito que houve um excesso ao direito de livre manifestação, porque ali se violam artigos na convenção internacional e outras convenções que o Brasil ratificou”, explica o secretário que também é embaixador.
A lei a que se refere é a 7.716, de 1989, que prevê punição para o ato de “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” A nossa Constituição não tem uma lei específica para o “crime de ódio”. Para o secretário, o Brasil deveria “se mirar em exemplos como os dos Estados Unidos, que entenderam que para combater crimes de ódio é preciso tipificá-lo”.
O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Martim Sampaio, também entende que houve crime no discurso do protesto. “São frases de ódio sim, sem dúvidas, que tem que ser rigorosamente apuradas”.
Sampaio disse ainda que este não foi um caso isolado, já que ele próprio teria recebido denúncias de um jovem islâmico em São Paulo que relatou agressões e xingamentos por seguir a crença islâmica.
Para o advogado, há duas providências a serem tomadas. “Uma de natureza criminal. Que sejam apurados e processados os autores dessas ofensas religiosas. Se culpados, que sejam punidos, com a ampla defesa, claro”. A outra é a educação contra o crime de ódio e a promoção da tolerância.
Pamella Angelides, integrante do Direita São Paulo, disse que os especialistas querem "coibir" o direito da livre manifestação, e nega que o ato tenha incorrido em crime. "Nossa manifestação em momento algum foi contra o islamismo ou contra o povo de religião islâmica. Tanto que no nosso grupo tinha uma síria com famílias de refugiados, participando da nossa manifestação contra a lei".
Douglas Garcia, também do Direita São Paulo, afirma que a manifestação não é contra a lei. "Em momento algum houve gritos contra a imigração. Nosso posicionamento é contra a 'Lei de Migração', porque acreditamos que ela é uma ameaça à Soberania Nacional. Queremos que a entrada de famílias estrangeiras no país seja regulada pelo antigo Estatuto do Estrangeiro pois a nova lei abre as portas do Brasil a grupos terroristas a exemplo do que vem ocorrendo em Paris".
O militante Leandro Mohallem, do movimento Juntos pelo Brasil, que participou do protesto, discorda dos especialistas e disse que "eles não são isentos". "O que estão tentando fazer é criminalizar as vítimas de um ataque terrorista islâmico na Avenida Paulista", contesta.

Contexto internacional

O discurso contra muçulmanos ocorrido em plena Avenida Paulista surpreendeu os especialistas. “Essa manifestação, motivada pelo ódio ao estrangeiro, é algo, nas dimensões do que se conhece na Europa, embrionário, mas preocupante”, afirma o secretário adjunto de Direitos Humanos.
Para o coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, a conjuntura internacional, com o aumento do extremismo, se reflete no país. “Estão importando um problema para o Brasil que nunca existiu, traduzido como islamofobia. Todos somos descendentes de algum povo que imigrou. A lei reconhece essa tradição. Todos convivem bem, japoneses, judeus, árabes, nossos problemas nunca se traduziram nessa arena”.
“O preconceito racial no brasil é grande, velado, mas não me recordo de nada parecido com o que aconteceu na Paulista. É a importação dessa onda mundial. A desilusão que envolve desde o desemprego até a importação de uma ideologia, de um preconceito, por falta de cultura, conhecimento”, completa o advogado.
Albquerque também ressalta que são altos os números de discriminação contra outros grupos, como os negros, gays, moradores em situação de rua, etc. “A novidade é a expressão de xenofobia contra um grupo. Se há uma coisa que define crime de ódio, é que é muito mais que um crime individual. Ele atenta contra a sociedade e as relações fraternas que a sociedade deveria prevalecer”. “Repetem-se erros do passado, são eleitos imigrantes como responsáveis pelos efeitos mais nocivos da crise”, disse o embaixador.
Homem é detido na Avenida Paulista, em São Paulo, após confronto durante protesto de contrários e favoráveis à Lei de Migração no Brasil na noite de terça-feira (2) (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)Homem é detido na Avenida Paulista, em São Paulo, após confronto durante protesto de contrários e favoráveis à Lei de Migração no Brasil na noite de terça-feira (2) (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)
Homem é detido na Avenida Paulista, em São Paulo, após confronto durante protesto de contrários e favoráveis à Lei de Migração no Brasil na noite de terça-feira (2) (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)

fonte http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/ato-anti-imigracao-na-paulista-foi-contra-a-lei-dizem-especialistas.ghtml 

sábado, 13 de maio de 2017

Discurso de ódio não tem lugar no Brasil

coluna de Rasheed Abou-Alsamh

É um incentivo à violência contra pessoas baseado nas suas origens étnicas e religiosas, coisa proibida pelas leis brasileiras

Nesses tempos de ânimos exaltados e sentimentos ultranacionalistas, nem o Brasil foi capaz de escapar da onda da direita política que está varrendo o mundo. Do fato de a líder da extrema-direita Marine Le Pen conseguir um terço dos votos no segundo turno das eleições presidenciais francesas à eleição de Donald Trump nos EUA e suas tentativas de impedir a imigração de cidadãos de sete países muçulmanos, o mundo está menos acolhedor.
Na noite do dia 2 de maio, manifestantes do grupo Direita São Paulo e do Movimento Brasil Livre desceram a Avenida Paulista com cartazes protestando contra a nova Lei de Imigração, que só precisa da assinatura do presidente Michel Temer para entrar em vigor. Essa nova lei vai substituir a legislação atual, chamada de Estatuto do Estrangeiro, que data de 1980. Esse estatuto vê estrangeiros como um problema de segurança nacional, ou como ameaça à nação. A nova lei trata estrangeiros como sujeitos com direitos, seguindo a Constituição de 1988, que determina que brasileiros e imigrantes sejam tratados igualmente. Vale notar que essa nova lei teve o apoio de todos os grandes partidos, com 43 votos a favor no Senado, e somente quatro contrários.
Os manifestantes carregavam cartazes xenófobos e islamofóbicos, dizendo “soberania não se negocia” e “não temos terrorismo islâmico”. Quando passaram em frente ao escritório da Presidência da República em São Paulo, houve um confronto com um grupo de árabes que estava na calçada. Os árabes disseram que foram agredidos fisicamente primeiro pelos manifestantes, e os manifestantes afirmam o contrário. Em todo caso, pelo menos uma bomba caseira foi lançada no meio do tumulto e feriu a perna de um manifestante. Uma briga feroz se seguiu, com os dois lados se batendo o bastante para deixar um refugiado árabe, chamado Nur, com o nariz quebrado e sangrando.
A polícia interveio e deteve apenas Nur e Hasan Zarif, líder do grupo Palestina para Tod@s e dono do espaço cultural Al Janiah. Foram levados para uma delegacia, onde Hasan foi detido e isolado por mais de seis horas, sem poder ter contato com amigos ou advogados. Nur foi encaminhado para a Polícia Federal. Mas o que mais impressiona foi o fato de que os ativistas da Direita SP tiveram livre acesso à delegacia, e parece que o delegado aceitou a versão deles como a verdadeira.
“Eu e o advogado Hugo Albuquerque fomos os primeiros a chegar à DP. O refugiado palestino estava com as mãos algemadas para trás, encostado na parede, sangrando muito e sendo inquerido por um policial”, disse-me Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais na PUC-SP. “Um advogado tentou se aproximar, mas foi impedido pelo policial. O refugiado não fala português, e não havia tradutor. Hasan ficou incomunicável por cerca de seis horas. Os advogados só puderam conversar com ele depois que chegou um representante da OAB.”
“Quando chegamos à delegacia, vimos vários manifestantes do Direita SP circulando livremente. Presenciei também a fala de um dos policiais atacando o projeto de lei. Há despreparo em relação à avaliação do que é crime de ódio. A página desses grupos faz pregação sistemática contra refugiados e imigrantes, associando islamismo a terrorismo,” explicou Nasser.
No dia seguinte à altercação, membros da Direita SP publicaram um vídeo numa rede social, alegando mostrar Zarif lançando um coquetel-molotov contra os manifestantes. Tentei falar com Zarif, mas sem sucesso. O advogado dele, Hugo Albuquerque, me disse que vai pedir a perícia do vídeo. “Vamos tomar, sim, as providências necessárias. Todas as alegações têm de ser provadas na sua existência (materialidade) e agente causador (autoria) definidos. E muito disso demanda perícia.”
Albuquerque lamentou que manifestações como esta venham sendo autorizadas pelas autoridades. “A manifestação, de cunho xenofóbico e racista, era expressamente contraria à população árabe e muçulmana. Já não tinha sido a primeira vez que acontecia, sendo autorizada e tolerada pela polícia — que não só não fez nada, como ainda tomou partido dos manifestantes contra os palestinos,” disse o advogado. “Mas o que é certo é que a narrativa oficial que coloca os palestinos como agressores é mentirosa e fantasiosa. Os manifestantes de extrema-direita nem fizeram questão de esconder isso.”
Mas a questão que paira sobre tudo isso é: por que este discurso de ódio contra muçulmanos e árabes é aceito em São Paulo? É um incentivo à violência contra pessoas baseado nas suas origens étnicas e religiosas, coisa proibida pelas leis brasileiras. Usar a velha desculpa de “liberdade de expressão” não vale neste contexto.
A vereadora Sâmia Bomfim (PSOL), representante da Comissão de Direitos Humanos na Câmera dos Vereadores de São Paulo, disse ao G1 que tinha ido à delegacia para ter certeza de que os direitos dos estrangeiros e brasileiros detidos fossem garantidos. Mas ela também questionou por que o discurso de ódio do Direita SP não estava sendo investigado.
“Questionei se houve uma investigação do lado dos manifestantes, que, segundo relatos, estavam pregando discurso de ódio, com discurso anti-imigrante. Mas ele (o delegado) disse que não houve flagrante nenhum sobre eles,” disse ela ao G1.
Eu não aprovo o uso da violência, e acho que isso tem que ser investigado a fundo. Mas grupos da direita não podem continuar com esse discurso paranoico, ridículo e xenofóbico. Não há terrorismo islâmico no Brasil, e acho que nunca haverá. Esses manifestantes assistiram demais a episódios da série “24 Horas”, e deveriam ser punidos severamente por incentivar a violência contra imigrantes.
Rasheed Abou-Alsamh é jornalista


Leia mais: https://oglobo.globo.com/opiniao/discurso-de-odio-nao-tem-lugar-no-brasil-21327455#ixzz4gyFjoEZ4 
stest 

sábado, 6 de maio de 2017

Muçulmanos no Brasil: 'É preciso dizer não ao ódio'

A comunidade muçulmana no Brasil repudia qualquer manifestação que incite o ódio religioso e a intolerância racial e de culturas e deplora os confrontos no Centro de São Paulo no início da semana envolvendo palestinos e simpatizantes de movimentos da direita. Essa é a posição defendida pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fembras).

Em entrevista à Sputnik Brasil, o presidente da entidade, Ali Houssein El-Zoghbi, se referia ao confronto entre integrantes do movimento Palestina para Tod@as e militantes da Direita São Paulo, que protestavam contra a nova Lei de Migração, aprovada no Congresso em 18 de abril e que espera apenas a sanção do presidente Michel Temer. Durante a manifestação, partidários de ambos os grupos se enfrentaram com violência, deixando feridos de ambos os lados. No confronto, uma bomba de fabricação caseira chegou a explodir. Mour Alsayyd e Hasan Zarif foram detidos, assim como os brasileiros Roberto Gomes Freitas e Nikolas Ereno Silva. Os dois últimos foram liberados pela Justiça no mesmo dia e os dois palestinos soltos na quarta-feira. 
Integrantes da Direita São Paulo criticam a Lei de Migração, proposta em 2015 pelo então senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), hoje ministro das Relações Exteriores. A nova lei revoga o Estatuto do Estrangeiro, de 1980, ainda da época do regime militar. Um dos principais pontos da nova legislação é justamente o repúdio e a prevenção à xenofobia, ao racismo e a outras formas de discriminação. El-Zoghbi diz que a comunidade islâmica no Brasil tem uma posição bastante favorável à Lei de Migração, considerada um avanço não só do ponto de vista do Brasil, como também no mundo, onde surgem hoje legislações extremamente protecionistas.
Para El-Zoghbi, a comunidade islâmica defende a liberdade de expressão e manifestação desde que pautada por uma conduta adequada. Segundo ele, o grupo Direita São Paulo tem característica criminosa, principalmente nas manifestações dirigidas contra o islamismo, que se caracterizam pela intolerância e pelo preconceito, dai o porquê da necessidade de as autoridades de segurança terem de agir para coibir esse tipo de manifestação. 
"Mesmo uma posição diferente daquilo que pensamos tem que haver o espaço para que haja o contraditório, para que as pessoas possam dialogar dentro da mais adequada civilidade. Essa manifestação é algo que já vem há diversos meses. Vemos palavras de ordem facilmente enquadradas no crime de intolerância religiosa e de descriminação. Nós brasileiros, de uma formação étnica múltipla, devemos ter essa compreensão de que devemos ter essa aceitação das diferenças culturais, que fazem parte do DNA de nossa nação. Boa parte do que vem acontecendo tem a ver com a falta de conhecimento da religião islâmica", diz El-Zoghbi, convidando as pessoas a terem esse conhecimento nas instituições islâmicas que não têm qualquer tipo de bandeira ideológica.
Por dois dias, a Sputnik entrou em contato com representantes da Direita São Paulo e do movimento Palestina para Tod@as, mas não teve resposta aos pedidos de entrevista.
O confronto ocorrido em São Paulo acontece na mesma semana em que a Justiça brasileira condenou oito pessoas a penas de cinco a 15 anos de prisão por "promoção de ações terroristas" arquitetadas com o Daesh às vésperas dos Jogos Olímpicos da Rio 2016. As oito pessoas, com idades entre 19 e 33 anos, foram detidas em julho com base na nova legislação antiterrorista promulgada em março de 2016 pela presidente Dilma Rousseff. O grupo, segundo a Justiça, arquitetava diversos atentados durante os jogos, visando homossexuais, muçulmanos, xiitas e judeus, incluindo o envenenamento do sistema de distribuição de água da cidade do Rio de Janeiro.
fonte https://br.sputniknews.com/brasil/201705058323092-sociedade-islamismo-direita-extremismo-imigracao-mundo/

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Justiça condena oito pessoas por fazerem parte do Estado Islâmico no Brasil

RIO — A Justiça federal do Paraná condenou, nesta quinta-feira, oito brasileiros investigados na Operação Hashtag acusados de planejar ações terroristas no país. O juiz Marcos Josegrei da Silva seguiu o entendimento do Ministério Público Federal de que os réus faziam parte de uma célula do Estado Islâmico no Brasil. Todos foram condenados na lei antiterrorismo que fala em "promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organização terrorista". Eles foram presos preventivamente pela Polícia Federal às vésperas da Olimpíada Rio 2016, na Operação Hashtag.
A Defensoria Pública da União, que defendeu sete dos oito condenados pela Justiça federal do Paraná, informou que vai recorrer das decisões do juiz Marcos Josegrei da Silva. O defensor público federal Bruno Kurc Cevelli, responsável pelo caso, informou que a defensoria recebeu a intimação na tarde desta quinta.
Os oito condenados Oziris Moris Lundi, Levi Ribeiro Fernandes, Israel Pedra Mesquita, Hortencio Yoshitake, Alisson Luan de Oliveira, Luis Gustavo de Oliveira, Fernando Pinheiro e Leonid El Kadre já estavam presos preventivamente e aguardavam o julgamento. Eles foram presos durante a Operação Hashtag .
Segundo a decisão, entre 17 de março e 21 de julho do ano passado os condenados "se dedicaram a promover a organização terrorista denominada Estado Islâmico do Iraque e do Levante".
A promoção do terrorismo se dava por meio de publicações em perfis no Facebook, Twitter e Instagram; conversas em grupos fechados e compartilhamento de material extremista. O conteúdo foi obtido a partir da quebra do sigilo de dados telefônicos.
"Os condenados exaltavam e celebravam atos terroristas já realizados em todo mundo, passando pela postagem de vídeos e fotos de execuções públicas de pessoas pelo Estado Islâmico, chegando a orientações de como realizar o juramento ao líder do grupo ('bayat'), e atingindo a discussão sobre possíveis alvos de ataques que eles poderiam realizar no Brasil (estrangeiros durante os Jogos Olímpicos, homossexuais, muçulmanos xiitas e judeus), com a orientação sobre a fabricação de bombas caseiras, a utilização de armas brancas e aquisição de armas de fogo", informa o juiz na decisão.
Os condenados:
LEONID EL KADRE DE MELO — condenado à pena total definitiva de 15 anos, 10 meses e 05 dias de reclusão, sendo 13 anos, 08 meses e 15 dias de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa de 237 dias-multa.
ALISSON LUAN DE OLIVEIRA — condenado por práticas terroristas à pena total de 6 anos e 11 meses de reclusão, sendo 5 anos e seis meses de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa 70 dias-multa.
OZIRIS MORIS LUNDI DOS SANTOS AZEVEDO — condeando por práticas terroristas a pena total definitiva de 06 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa de 10 dias-multa.
Conversa entre Oziris e Alisson após ataque terrorista em Orlando - Reprodução
Em junho do ano passado, Oziris Moris disse em conversa com Alisson Luan que gostou do ataque praticado em Orlando, que resultou na morte de mais de 50 pessoas. Ele disse acompanhar os canais do grupo extremista.
Trecho da denúncia do Ministério Público Federal mostra Alisson comemorando após ataque terrorista em Orlando - Reprodução
No mesmo diálogo, momentos depois, Alisson compartilhou a imagem de Omar Matten, atirador do massacre de Orlando. Na mensagem, ele apresenta o atirador como “irmão que realizou o ataque”.
Hortencio, que também fazia parte da conversa, revela voltade de ataque na Paulista - Reprodução
O ataque em Orlando teve como alvo uma boate de público gay. Nesse contexto, o Hortência (TEO YOSHI) enviou a mensagem aos colegas: “Eu tenho vontade de sair pra paulista8 e levar essas bichas pro inferno”.
LEVI RIBEIRO FERNANDES DE JESUS — condeando por práticas terroristas à pena total definitiva de 06 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo e multa de 10 dias-multa.
ISRAEL PEDRA MESQUITA — condenado por práticas terroristas à pena total 6 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado e multa de 10 dias-multa.
HORTENCIO YOSHITAKE — condenado por práticas terroristas à pena total de 6 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado, e multa de 10 dias-multa.
LUIS GUSTAVO DE OLIVEIRA — condenado por práticas terroristas à pena total definitiva de 6 anos e 3 meses de reclusão, sendo 5 anos de reclusão relativos à prática de crime hediondo, em regime inicialmente fechado, e multa de 30 dias-multa.
FERNANDO PINHEIRO CABRAL — condenado por práticas terroristas à pena total de 5 anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, e multa de 70 (setenta) dias-multa.
Leonid El Kadre, Alisson Luan, Luis Gustavo e Fernando Pinheiro não poderão recorrer em liberdade. Já Yoshitake, Israel Pedra, Levi Ribeiro e Oziris Moris poderão recorrer em liberdade, mantidas as demais condições para a manutenção de suas solturas.

fonte https://oglobo.globo.com/brasil/justica-condena-oito-pessoas-por-fazerem-parte-do-estado-islamico-no-brasil-1-21295184


Uma época de cinismo e desfaçatez parece ser a descrição mais pontual da UNESCO nos últimos anos. A entidade da ONU voltada para educação e cultura aprovou, com o apoio do Brasil, uma resolução que nega laços de Israel com Jerusalém.
A Organização das Nações Unidos para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) promoveu uma votação na última terça-feira, 02 de maio, que nega a soberania de Israel sobre Jerusalém e afirma que o país não tem direitos legais ou históricos sobre a cidade.
A resolução foi aprovada com os votos de 22 países, incluindo Brasil, Rússia, China, África do Sul, Nigéria, Irã, Paquistão, Vietnã e outros países árabes, de acordo com informações do Times of Israel. Dentre os dez países que votaram contra estão Estados Unidos, Alemanha, Itália, Grã-Bretanha, Holanda, Grécia, Paraguai e Ucrânia.
Lamentavelmente, a aprovação dessa resolução incoerente com os fatos históricos se deu no Dia da Independência de Israel. O texto da UNESCO diz que o Estado de Israel é uma “potência ocupante” em Jerusalém, pois não teria vínculos com a cidade.

A resolução foi aprovada com os votos de 22 países, incluindo Brasil, Rússia, China, África do Sul, Nigéria, Irã, Paquistão, Vietnã e outros países árabes, de acordo com informações do Times of Israel. Dentre os dez países que votaram contra estão Estados Unidos, Alemanha, Itália, Grã-Bretanha, Holanda, Grécia, Paraguai e Ucrânia.
Lamentavelmente, a aprovação dessa resolução incoerente com os fatos históricos se deu no Dia da Independência de Israel. O texto da UNESCO diz que o Estado de Israel é uma “potência ocupante” em Jerusalém, pois não teria vínculos com a cidade.

O texto foi construído pelas nações árabes e o apoio à resolução foi construído a partir de alianças políticas e econômicas internacionais. O Brasil, agora presidido por Michel Temer (PMDB), manteve a postura adotada na época dos governos de Lula e Dilma Rousseff (PT), de alinhamento ao Irã e aos países do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul).
O documento pede o fim dos projetos de construção na chamada Cidade Velha de Jerusalém, onde está o Muro das Lamentações e a Mesquita Al-Aqsa (construída no local onde existia o Templo de Salomão), e em outros locais tidos como sagrados pelos judeus, como Hebrom, na Cisjordânia, assim como o bloqueio de Israel na faixa de Gaza.
Apesar dos absurdos históricos, a UNESCO agora reconhece que Jerusalém é uma cidade importante para as “três religiões monoteístas”: judaísmo, cristianismo e islamismo. O texto também já não se refere ao Monte do Templo e ao Muro das Lamentações com nomes muçulmanos, algo que havia exposto a parcialidade das resoluções anteriores.
Apesar dos absurdos históricos, a UNESCO agora reconhece que Jerusalém é uma cidade importante para as “três religiões monoteístas”: judaísmo, cristianismo e islamismo. O texto também já não se refere ao Monte do Templo e ao Muro das Lamentações com nomes muçulmanos, algo que havia exposto a parcialidade das resoluções anteriores.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, foi contundente em sua crítica à resolução: “Esta decisão tendenciosa e descaradamente mentirosa, e as tentativas para disputar a ligação entre Israel e Jerusalém, não irão mudar o simples fato de que esta cidade é a capital histórica e eterna do povo judeu”, frisou.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, seguiu a mesma linha: “Não há nenhum outro povo no mundo que vê Jerusalém como um lugar tão sagrado e importante como o povo judeu. Nenhuma reunião realizada na UNESCO poderá tentar negar essa verdade histórica”, afirmou.

Brasil

Há um mês, a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família da Câmara dos Deputados, expressou descontentamento com a postura do Ministério das Relações Exteriores e do presidente Michel Temer a respeito do tema.
“Não podemos aceitar qualquer medida que seja contrária ao povo de Israel, e ao seu legado histórico de contribuição para a humanidade, e por consequência para os cristãos”, disse o deputado federal Alan Rick, presidente da Frente Parlamentar, na ocasião.
“O Brasil como um país predominantemente cristão deve se manifestar no sentido de unir forças a Israel em defesa de seu legado histórico, e do respeito ao legado histórico construído pelo povo judeu, e sua imprescindível colaboração com os cristãos no mundo”, concluiu, de acordo com informações do portal Guia-me.
fonte https://noticias.gospelmais.com.br/unesco-ignorar-vinculo-israel-jerusalem-90232.html