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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O islamismo não prega o ódio

O islamismo não prega o ódio, é o que dizem, são apenas alguns grupos pequenos, é o que dizem, vejam este video.

Mulheres contra o Islam


Mona Walter é uma ex-muçulmana nascida na Somália e refugiada na Suécia. Aqui ela explica a um muçulmano que a ameaçou o motivo para ela não respeitar o islam.

A reportagem da DW foi às ruas de Amã, na Jordânia


Jordânia. 
A reportagem da DW foi às ruas de Amã, na Jordânia, para perguntar aos rapazes da cidade o que eles fariam se a irmã deles decidisse trabalhar ou se mudar para outra cidade. Vejam as resposta.
Esta também é uma boa reportagem para as brasileiras que sonham casar com muçulmanos.


fONTE https://www.facebook.com/profile.php?id=100015949691474&hc_ref=ARRnIAAOsN48JZSw4xGjMssZOQkrtWyjxMY6TiuSg0DJXdfq7G5xPQcv3qr47wk4xS0&fref=nf 

sábado, 23 de dezembro de 2017

Terrorismo não tem religião,dizem líderes islâmicos mundiais

Fortalecer os núcleos familiares e educar os jovens para que não sejam atraídos por ideologias extremistas. Essas são as soluções apresentadas por lideranças islâmicas de todo o mundo, que estão reunidas neste fim de semana, em um congresso em São Paulo, para enfrentar o terrorismo e as crises que acometem as comunidades muçulmanas.
Representantes de mais de 20 países muçulmanos participam entre este sábado (16) e domingo (17) do 30º Congresso Internacional Islâmico, organizado pelo Centro de Divulgação do Islã para a América Latina e Caribe (CDIAL).
Durante a cerimônia de abertura, realizada na noite de ontem (15), o apelo para que as famílias muçulmanas se fortaleçam e deem apoio aos jovens, evitando que sejam atraídos por grupos extremistas, foi unânime.
"Precisamos criar meios de fortalecimento educacional e intelectual dos jovens para que não caiam no discurso extremista, nas armadilhas do terrorismo intelectual ou religioso mascarado", disse o presidente do CDIAL, Ahmad Ali Saifi. "A família é o núcleo principal contra todos os desvios".
Já o ministro de Assuntos Islâmicos da Arábia Saudita, sheikh Saleh Bin Abdul Al Aziz Al Sheikh, afirmou que "os jovens precisam aprender o Islã verdadeiro", o que evitaria uma aproximação "com pessoas que promovem o terrorismo".
"Temos enfrentado situações que podem mudar a imagem da sociedade muçulmana. Por isso, todas as ramificações islâmicas precisam colaborar para promover a imagem positiva da sociedade muçulmana", disse o representante do regime saudita.
A Arábia Saudita segue o wahabismo sunita, uma vertente ultraconservadora do Islã, e tem o Irã, de maioria xiita, como seu principal adversário. O regime saudita, que propaga o wahabismo, já foi acusado de, supostamente, influenciar o surgimento de grupos terroristas como a Al-Qaeda, o Estado Islâmico, o Boko Haram e o Al-Shabbab, que também adotam a vertente. Oficialmente, porém, a Arábia Saudita condena as organizações.
Mas os líderes muçulmanos reunidos em São Paulo reafirmaram a necessidade de desvincular o Islã dos episódios de terrorismo.
"Quem pratica o mal no mundo não são pessoas muçulmanas", disse o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. "O terrorismo modificou a imagem do Islã e agora temos a grande responsabilidade de transmitir a verdadeira mensagem da nossa religião. O Brasil é uma prova de que o mundo pode conviver em harmonia", completou.
Conselheiro para assuntos externos do líder palestino Mahmoud Abbas e representante da corte da Sharia, o diretor Mahmoud al-Habash também defendeu que "o terrorismo que ataca o mundo não é exclusivamente islâmico".
"Os ataques contra [a minoria muçulmana] rohingya em Myanmar não é terrorismo? Expulsar as pessoas das próprias casas não é terrorismo? O Estado Islâmico é terrorista, mas existem outros que não são muçulmanos e praticam o terrorismo também", criticou. "O terrorismo que atacou Londres é o mesmo que ataca a Arábia Saudita, Myanmar, Jerusalém...O terrorismo não tem religião", disse.
Além de lideranças muçulmanas, o congresso atraiu representantes da Igreja Católica, como o bispo Carlos Lema Garcia, e o deputado federal Antonio Goulart."O mundo vive um momento conturbado e ainda existe preconceito contra a comunidade islâmica", comentou o parlamentar.

fonte http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2017/09/16/terrorismo-nao-tem-religiaodizem-lideres-islamicos-mundiais/

As crianças que sofreram 'lavagem cerebral' pelo EI e que estão fugindo para a Europa

Mutassim está nervoso. O garoto de 16 anos nunca andou de avião antes. Ele olha para os outros passageiros esperando no portão de embarque no aeroporto de Atenas
À medida que as pessoas começam a embarcar, o garoto sírio repassa na mente as frases em espanhol que aprendeu. As autoridades poderão lhe fazer perguntas, e ele está viajando com um passaporte espanhol falso. O documento custou mais de 3 mil euros (Mais de R$ 11 mil) e foi comprado de contrabandistas de pessoas que o ajudaram a fugir da Síria para a Turquia e agora para a Europa.
Apenas um mês antes, ele tinha estado em Raqqa, uma cidade controlada pelo grupo autodenominado "Estado Islâmico". O adolescente tinha sido colocado para trabalhar em um hospital local e cuidar de combatentes do EI. Antes disso, integrava uma das unidades de propaganda do grupo.
Mas essa foi uma outra vida, que ele quer esquecer. Os ataques aéreos, os gritos, as pessoas decapitadas...tudo agora ficou para trás. Toda essa história precisa ser mantida em segredo, já que um novo começo o espera na Alemanha - mas isso só se as autoridades não descobrirem que ele foi treinado para ser um "filhote de leão", como eram chamados os soldados mirins do califado.
O Estado Islâmico está entrando em colapso. Na Síria, no Iraque, na Líbia...em todos esses lugares, eles estão perdendo território. Suas ambições de um califado mundial não estão se mostrando realizáveis. Mas talvez isso já estivesse previsto. Havia um plano B, uma "política de segurança" pensada para prolongar a sobrevivência do grupo extremista depois da perda de controle sobre Raqqa, Sirte e Mosul.
Primeiro, veio o aliciamento, depois o recrutamento e o treinamento para criar um novo exército de crianças jihadistas, que poderiam virar combatentes adultos. A nova geração de ódio do Estado Islâmico.
Mutassim não tem muito perfil de guerrilheiro. Ele é baixo e nervoso. Eu o conheci no pequeno vilarejo alemão onde está vivendo agora. Estava fumando - um vício que adquiriu depois de deixar a Síria, já que isso é proibido pelo EI. E apesar de ainda não passar do meio-dia, ele me oferece uma lata de cerveja.
Ele diz que parou de rezar e abandonou suas crenças. Antes, ele há havia absorvido por completo as lições do EI e seguia seu caminho extremista.
O jovem havia filmado lugares atingidos por ataques aéreos, ajudado feridos no hospital e testemunhado decapitações públicas. Ele também recebeu treinamento militar, o que é pré-requisito do grupo. No caso de Mutassim, durou apenas 15 dias - para outros, pode durar muito mais. O programa é rigoroso, começa às 4h da madrugada com orações. Exercício físico, treinamento para combate e lições sobre a sharia, a lei islâmica.
Como parte do treinamento, adolescentes tinham que saltar por pneus em chamas, rastejar sob arame farpado, enquanto balas disparadas voavam sobre suas cabeças.
Um amigo - um garoto de 13 anos do leste de Ghouta, perto de Damasco - foi atingido na cabeça por uma bala perdida e morreu. Mutassim viveu tudo isso antes de completar 16 anos.
Muitos grupos armados na África, no Oriente Médio e na América do Sul, treinaram crianças para batalhas. Recrutar crianças como soldados é um crime de guerra. Mas poucos refinaram esse treinamento de maneira tão eficiente quanto o EI.
Para se ter uma ideia, as unidades móveis de propaganda que o grupo levou a vários pontos do território mostram punições e combates. Crianças de cinco anos de idade frequentam esses lugares.
Vídeos filmados secretamente em Raqqa e enviados à BBC mostram crianças rodeando, animadas, uma espécie de jaula. Dentro dela, está um morador local, um comerciante local chamado Samir.
Eles encaram o prisioneiro, que está sentado no centro da jaula, com a cabeça entre os joelhos. Uma das crianças esguicha Samir com alguma coisa. De acordo a ficha de acusação, ele havia abusado sexualmente de uma mulher muçulmana. Sua punição era prover entretenimento às crianças - como um animal em um zoológico. Mas crianças como aquelas provavelmente já haviam visto muita coisa pior - como decapitações e execuções.
Os militantes têm sido cuidadosos na hora de recrutar adolescentes para a causa. Eles aliciam as crianças não apenas com promessas de salvação e paraíso, mas também com a realização de desejos mais terrenos.
A vida com o EI é difícil e perigosa, mas tem suas recompensas. Para Mutassim, prometeram uma esposa.
Quando tinha 14 anos e meio, estava muito a fim de se casar. Quando sua família recusou sua vontade, o EI entrou em cena. Eles o permitiram viver com eles, deram ao garoto responsabilidades, o ensinaram a dirigir e se comprometeram a encontrar para ele uma noiva.
"Eles me trataram bem, eu me senti como um rei e eles eram meus servos."
Mutassim era um recruta voluntário. Ele diz que cerca de 70% dos jovens que se juntaram à organização tinham problemas familiares. "Eles usariam esses problemas contra suas famílias, então, ou elas supriam suas demandas ou eles se juntariam à organização."
Mas conforme o tempo foi passando e a guerra se intensificando, a vida em Raqqa passou a ser mais difícil.
"Quando ocorreu o atentado ao estádio na França (novembro de 2015), ninguém podia dormir em Raqqa", conta. "Os franceses bombardearam a cidade toda. Eu fiquei com raiva porque muitos civis inocentes morreram."
Após outro ataque aéreo, ele ouviu crianças chorando, mulheres gritando por ajuda. "Foi uma cena que não vou esquecer nunca. Parecia um filme de ação."
Aos poucos, Mutassim foi se desiludindo com o EI. Combatentes que antes ele via como corajosos e fortes não eram verdadeiros com suas crenças, segundo ele.
"Decidi sair quando vi um deles batendo em uma mulher. Fiquei furioso. Ele era um estrangeiro e estava batendo em uma mulher síria. Daquele dia em diante, comecei a odiar o Estado Islâmico. Foi preciso quatro meses até que eu conseguisse sair."
Mutassim se reconciliou com sua família, que sempre o aconselhou a sair do país o quanto antes. Eles pagaram contrabandistas para ajudá-lo a escapar.
Raqqa e a área do entorno dela é um campo de batalha, com forças concorrentes em diferentes pontos de controle. Os riscos são altos - como o de ser capturado.
"Se você tentar sair, você será preso - a maioria dos que tentaram foram executados."
Na fronteira sul da Turquia, encontrei Abu Jasen, o contrabandista de pessoas que ajudou a tirar Mutassim da Síria. Ele diz que a rota hoje é mais difícil do que era entre 2014 e 2015. Para alcançar a fronteira, a pessoa tem que passar primeiro pelas Forças Democráticas da Síria - uma aliança de curdos com árabes opositores do EI - que têm listas de nomes de recrutas do grupo extremista e estão à procura deles.
O próximo obstáculo é passar pelo território controlado pelo Exército Livre da Síria, que faz oposição ao presidente Assad e ao EI.
Mutassim descreve parte do desespero que passou durante a missão de fugir do EI. "Eles atiraram sobre nossas cabeças", relata sobre quando cruzou a fronteira com a Turquia. Ainda que guardas sejam pagos para deixar os sírios passar, isso não torna o trajeto menos apavorante.
Depois o desafio foi cruzar a Grécia com um passaporte falso. Hoje, ele mora em um hotel para refugiados na Alemanha - e foi me contando os pesadelos que viveu na Síria e que nunca vai esquecer.
As autoridades alemãs não sabem nada sobre seu passado, nem que ele conseguiu viajar do território do Estado Islâmico até a Europa por um mês sem ser pego.
E Mutassim não veio sozinho.
Outro adolescente, que serviu o califado na Síria e em Mosul, no Iraque, conseguiu chegar até a Bélgica.
Omar tem 17 anos, mas poderia facilmente ser confundido com uma pessoa mais nova. Ele se pinta de garoto duro e ainda tem fortes características de quem foi enviado para lutar pelo Estado Islâmico.
O jovem está vivendo na Bélgica e foi expulso de três hostels para refugiados por ter sido indisciplinado. Demorou meses para contar sua história e, apesar de alguns exageros, pintou um quadro de abusos.
À medida que vai bebendo uma cerveja, Omar começa a se abrir sobre o EI. Suas respostas são formuladas com cuidado. Seus relatos são recheados de bravatas, mas logo dá para perceber que o tempo que passou no EI foi cheio de fracassos.
Ele também é de Raqqa, onde trabalhou em uma garagem. Juntou-se ao EI quando ainda era bem novo.
"Todos os meus amigos estavam com a organização, e decidi me juntar a eles porque, sinceramente, gostava deles. Eles tinham uma reputação boa no início, mas depois isso mudou."
Depois de duas semanas de treinamento em Raqqa, o jovem foi enviado a Mossul, no Iraque, para reforçar o EI na cidade. Lá, ele ficou em uma casa por uma semana.
"Não saíamos de lá, nos disseram para não abrir a porta para ninguém."
Mossul foi uma experiência decepcionante. Encontrou combatentes que estavam havia dois anos na cidade, sem um único dia livre. Muitos passaram o tempo todo na linha de frente de batalha, se alimentando apenas com iogurte, pão e tâmaras.
Omar não conseguiu se tornar o combatente que esperava.
Ele foi dispensado do Jaysh al Khilafa (o Exército do califado) por faltar nas aulas. Chegou a tentar novamente, desta vez para se juntar ao IED (responsáveis pela fabricação das bombas), mas também acabou rejeitado.
O jovem acabou trabalhando como informante, uma função de nível mais baixo, responsável por espionar curdos, fumantes (o Estado Islâmico proíbe o cigarro) e pessoas com armas não autorizadas. Ele recebia em dinheiro por cada informação que passava.
Mas seus dias com o califado acabaram rápido. O ponto derradeiro veio quando foi detido por um combatente argelino do EI que o acusou de estar fumando - já era tarde da noite, e o homem o levou para um carro, onde o estuprou.
"Eu fiquei com tanto medo, e ele tinha o controle de tudo, poderia me acusar de qualquer coisa e me levar para a polícia", disse. Foi aí que Omar decidiu sair.
Hoje em dia, ele mantém seu passado em segredo. E sobrevive graças a suas "namoradas" - mulheres mais velhas que lhe dão dinheiro.
Ele não é uma ameaça para europeus, garante. "Eles eram meus inimigos, mas agora estou vivendo entre eles, comendo e bebendo com eles. Eles me receberam e cuidaram de mim. Comecei a odiar meu passado todo e decidi construir uma nova vida."
Nos últimos meses, a BBC soube de pelo menos mais três outros ex-soldados mirins do EI vivendo na Europa. Eles não quiseram dar entrevista. A reportagem tentou conversar com as autoridades europeias sobre os casos, mas ninguém quis comentar.

Currículo de ódio

Mas o Estado Islâmico não apenas se concentrou em recrutar crianças para serem soldados nos campos de batalha. Ele avançou fundo na sociedade, nas casas, nas salas de aula, e na mente de crianças mais novas.
Assim que elas fazem cinco anos, são introduzidas a um vocabulário de conflitos e violência, conforme os livros escolares do califado revelam. Eles são os "filhotes do Califado" e o processo de transformá-los em guerreiros sagrados começa aí.
O Ministério da Educação instruiu professores a semear o "amor pela educação", mas sugeria que isso fosse feito com menções às virtudes dos profetas e mensagens de "perdão, paciência, coragem, força, confiança em Alá e no chamado para ser jihadista em seu nome". Os professores eram incentivados a "injetar fervor" nas crianças ensinando versos infantis.
"Ó nação, Alá é nosso senhor, seja generoso com seu sangue. A vitória só pode ser atingida pelo sangue dos mártires", é um dos versos ensinados às crianças do Estado Islâmico.
Assim como o movimento da Juventude de Hitler doutrinou jovens a servir os nazistas na época da Segunda Guerra Mundial, o grupo extremista islâmico desenvolveu um "aparato" para renovar seus seguidores regularmente. Quando assumiu o controle de Raqqa no inverno de 2014 e a transformou em sua capital, ela criou o Ministério da Educação, que logo emitiu seu primeiro decreto: as aulas de música foram banidas, assim como as aulas de educação cívica, história, esportes e até o currículo do governo sírio sobre educação islâmica.
Elas foram substituídas pela "doutrina jihadista" do EI e livretos sobre a sharia.
Como ainda não possuía livros para o currículo próprio, o grupo usava livros sírios existentes, só que estes eram censurados. "Exemplos que falavam sobre juros bancários, democracia, eleições ou darwinismo precisam ser apagados", dizia um decreto do ministério. Professores foram orientados a preencher as lacunas do material apagado usando exemplos que "não contradizem nem as leis islâmicas, nem a política do Estado Islâmico".
Em julho de 2014, o califado assumiu o controle sobre a cidade iraquiana de Mossul, seis vezes maior que Raqqa, e que tinha muito mais a oferecer em termos de recursos humanos e infraestrutura. Com isso, o Estado Islâmico passou a ter a expertise e os recursos para fazer todo seu currículo escolar desde o início.
Na escola primária, o material religioso incluía textos que instigavam as pessoas contra não-muçulmanos, além de propagandas para jovens enxergarem o EI de maneira positiva.
O currículo escolar do grupo extremista ficou pronto entre 2015 e 2016. As crianças se matriculariam aos 5 anos e se formariam aos 15, eliminando quatro anos da escola normal que existia até então. Elas seriam educadas em 12 disciplinas diferentes, mas todas em acordo com a doutrina do Estado Islâmico. Ser jihadista era algo institucionalizado e o inimigo estaria em qualquer lugar além das fronteiras do califado.
Agora, mesmo com a queda do Estado Islâmico em Mossul, e com a capitulação de Raqqa sendo esperada nos próximos meses, o EI continua ensinando seu currículo de ódio nas escolas de territórios que mantém sob seu controle na Síria.
Durante os anos no ensino primário, nas aulas de leitura em árabe, as crianças aprendem que há um fluxo de "inimigos" tentando profanar a dignidade dos muçulmanos - os xiitas, os sunitas que não seguem a doutrina do EI, os iranianos, o Ocidente, a aliança judeu-cristã (a coalizão militar que enfrenta o EI), a ONU...desde cedo, o EI doutrina suas crianças sobre a guerra necessária contra os infiéis, que precisam ser "vencidos".
Esses livros também estão atados aos ensinamentos controversos de Ibn Taymiyah e Ibn Al-Qayyim, estudiosos medievais cujos escritos se tornaram o alicerce do islamismo ultraconservador contemporâneo e da ideologia judaica salafista. Os textos revelam que crianças de seis a 11 anos estavam sendo repetidamente ensinadas sobre os conceitos de "amar os que amam Alá e odiar o resto".
Mas talvez as subversões mais maquiavélicas do Estado islâmico estejam nos seus ensinamentos do Alcorão. O grupo instrui seus professores a vincular versos a conceitos jihadistas não convencionais em suas aulas. "Prepare-se para ensinar este versículo ensinando aos alunos que o objetivo de um jihadista em nome de Alá é conseguir a vitória sobre os infiéis ou morrer por Ele", diz uma das instruções.
Os efeitos desse currículo extremista nas crianças podem ser sentidos no "Treinamento dos Futuros Leões", um vídeo de propaganda do EI.
"Quem é seu emir (comandante)?", pergunta o narrador.
"Abu Bakr al-Baghdadi (líder do EI)", responde Abdullah, uma formosa criança do Cazaquistão, que não deve ter mais de 10 anos.
"O que você quer ser quando crescer, inshaallah?"
"Eu serei um matador. Serei um mujahid (combatente), inshaallah".
Três meses depois, Abdullah aparece em outro vídeo exibindo uma arma e executando dois supostos espiões.

Formando um jihadista

E o que ocorre quando a jornada de um filhote do Estado islâmico na aprendizagem primária chega ao fim? Seu futuro status talvez possa ser melhor retratado pela capa de um livro de leitura para jovens de 11 anos. Ela apresenta uma criança com um rifle pendurado sobre seu ombro, embarcando em uma viagem cinza e nebulosa, o que provavelmente leva à guerra, onde sua determinação irá forjar ou quebrar.
O Estado Islâmico saiu de Mossul, mesmo assim ainda se ouve crianças cantando músicas enaltecendo ataques jihadistas contra o Ocidente.
"Vocês verão um conflito épico. Nós estaremos em suas casas. Nossos combatentes vão aterrorizá-los. Não há escapatória, senão a morte", dizia uma das letras.
Usma e Yabcoub, de 12 anos, por exemplo, cantam essas músicas no pátio da escola ou em casa.
Eles se lembram de voltar andando para casa e ver cadáveres pendurados em postes. E se lembram também dos vídeos das decapitações.
Usma sorri quando me conta que seu novo corte de cabelo, raspado nos lados e mais longo em cima, teria lhe rendido 15 chibatadas sob o EI.
Yacoub não sorri quando passa o dedo pela própria garganta. "Eles não eram legais, eles decapitavam pessoas" ,diz.
Quando recrutava crianças, o EI apelava principalmente para suas emoções.
"O EI não se aproximava dos alunos de maneira violenta", disse Yousef, um tutor. "Eles apelavam para seu lado emocional dizendo: somos sua família e vamos ajudá-lo a conseguir sua independência e liberdade."
A primeira vez que falei com Yousef foi há dois anos, pela internet, quando ele nos passou informações sobre a ocupação do EI em Mossul. Ele me passou todo o currículo escolar do grupo extremista.
Yousef viu a doutrina do EI tomar conta das salas de aula e alguns dos seus alunos desaparecerem. Seus pais morreram ou lutando pelo grupo extremista ou pela mão de seus combatentes.
"As crianças são um solo fértil. É mais fácil para o EI fazer uma lavagem cerebral com elas quando ainda são jovens do que quando adultos", diz Yousef.
Em alguns casos, segundo ele, famílias chegavam a ceder suas crianças ao grupo para proteger outros parentes.
Segundo a ONU, não importa a forma como as crianças acabam nos grupos armados do Estado Islâmico - seja de maneira voluntária, por sequestro ou coagidas, todos os "soldados mirins" são vítimas.
Aquelas que foram retiradas muito cedo de suas famílias não têm lembranças de uma infância normal e são as mais difíceis de serem "salvas" dos extremistas.
Os crimes do EI são muitos: estupro, destruição, genocídio e terror. Um dos seus legados mais prejudiciais é justamente o das crianças deixadas sem qualquer futuro, as que viveram sob seu comando e acabaram perdendo seu passado e presente para viver o caos da guerra.
É difícil ter números exatos, mas estima-se que 2 mil crianças se tornaram "Filhotes de Leão do Califado", crianças-soldado para a máquina de guerra do EI - e milhares de outras delas foram aliciadas pela propaganda jihadista das salas de aula.
Elas são vítimas - e algumas são ameaças. Quase todas acabam às margens de qualquer sociedade que acabem frequentando quando adultas.
E há também o problema da reincidência. Especialistas apontam que alguns deles acabam na criminalidade, já que já desenvolveram todas as habilidades para isso.
Identificar os mais afetados por tudo isso é difícil. Tratá-los, por um fim a seus pesadelos e traumas será custoso e levará tempo. Eles perderam muito tempo longe de uma escola apropriada, e encontrar empregos para quem cresceu dessa maneira é outro desafio. Além disso, retornar à fé real, àquela que não está poluída pela ideologia jihadista, exige perseverança.
Pode ser que seja possível trazê-los de volta à sociedade e para ajudar o Iraque e a Síria a se reconstruírem. É importante também tratar aqueles que conseguiram fugir para o Ocidente, para evitar que eles se tornem criminosos.
Mas não será fácil. Talvez os especialistas do Estado Islâmico já imaginassem tudo isso quando criaram esse sistema.
Porque apesar da boa vontade, quem quer ajudar um menino que sonhava em ser um suicida jihadista?

fo nte http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40980909

Esposas do Estado Islâmico: por que me aliei ao califado na Síria


Entre milhares de pessoas que deixaram suas casas e se aliaram ao Estado Islâmico (EI), estão - ou estavam - mulheres e crianças.
Uma delas, Eman Othmani, conta que vivia na Tunísia quando ela e seu marido foram atraídos pela mensagem do grupo extremista.
“Eu assistia a vídeos na internet em que eles cantavam músicas islâmicas, e eles seguiram a sharia (a lei islâmica)”, lembra.
O casal aderiu ao grupo em Raqqa, na Síria, mas lá a visão de Eman sobre o EI começou a mudar.
“Eu temia pela vida dos meus filhos, do meu marido. Eles vinham à noite e levavam nossos maridos e os matavam”, conta.
Eman está entre algumas das mulheres que decidiram escapar do grupo extremista; ela está detida em um acampamento a 50 quilômetros de Raqqa controlado por forças americanas.
Em março, os EUA enviaram algumas centenas de fuzileiros navais à Síria para ajudar forças curdas no cerco a Raqqa, o último bastião do EI na Síria.
O filho mais novo de Eman, que nasceu na cidade, brincava com outras crianças que também viveram seus primeiros meses ou anos de vida sob a norma do Estado Islâmico.
Mas agora, Eman tem certeza que quer voltar para casa e criar o filho longe do califado. Ela espera ser aceita por sua família.
“Todos cometem erros”, afirma.
Em geral, as mulheres que se unem ao califado costumam assumir tarefas domésticas ou os cuidados das crianças. Mas algumas assumem papéis de liderança e fazem parte dos combates armados.
“Havia uma mulher que torturava outras mulheres. E se alguém falasse mal do EI, ela viria e a levaria embora para a prisão do grupo e diria aos homens que era uma espiã”, lembra Khadija Al-Omary, que também escapou do Estado Islâmico e estava detida no mesmo local que Eman.

fonte https://www.google.com/url?rct=j&sa=t&url=http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40739623&ct=ga&cd=CAIyHzk0MWIzZGY0OGM2ZTM3N2U6Y29tLmJyOnB0OkJSOlI&usg=AFQjCNE1Dys0BoSPZm59_E6amla434Xi7w

Seis donos e 20 meses como escrava do Estado Islâmico

Em 15 de agosto de 2014, o Estado Islâmico entrou em Kocho, uma aldeia yazidi no Curdistão iraquiano. Levaram todos os moradores para a escola local e os separaram em grupos: homens, grávidas, mulheres mais velhas e jovens solteiras. Neste último estavam Lamia Aji Bashar, na época com 16 anos, e suas três irmãs. “Lá tudo começou”, recordava ela, nesta quinta-feira, na delegação diplomática do Governo do Curdistão iraquiano em Madri. Na boca de Aji Bashar, “tudo” inclui 20 meses de calvário como refém e escrava sexual do EI, período em que foi vendida a cinco homens e dada de presente a outro. O Parlamento Europeu reconheceu a luta de Aji Bashar concedendo-lhe o Prêmio Sakharov dos direitos humanos, junto com Nadia Murad, também ex-prisioneira e vítima sexual do EI.
“Os homens e mulheres mais idosos eram mortos e enterrados em uma vala comum. Levaram-nos de ônibus para Mosul e depois para a região de Aleppo sob controle do EI. Lá havia muitos homens, de diversos países”, contou ela. Um dia, o emir do grupo, que era saudita, insistiu para que ela e uma das suas irmãs se convertessem ao islamismo. “Disse que não. Ele me agarrou pelo pescoço e me levantou do chão. Minha irmã lhe implorou para que me soltasse, até mesmo lhe beijou os pés. Aí ele gritou: ‘Então vocês não querem se converter!’, e estupraram nós duas”, relata, em tom distante e monocórdio, falando em kurmanyi, um dialeto do idioma curdo.
Naquele local havia 250 garotas como prisioneiras, algumas com apenas oito anos de idade. “Chegavam os membros do EI e nos escolhiam: ‘Quero esta’, ‘Eu, esta’. No tribunal da sharia (a lei islâmica) havia um papel no qual aparecia minha foto e, abaixo, meu preço. Cinco vezes me compraram, e em outra me deram de presente a outro homem”, diz.
Aji Bashar relembra quando um dos seus “donos” a obrigou a ajudá-lo a produzir coletes para atentados suicidas e montar bombas para carros. Conta que em nenhum momento percebeu compaixão por ela ou qualquer sinal de humanidade no trato. “Eram animais em corpos de pessoas. Cada um pior que o outro. Tentava falar com eles, mas eram animais”, descreve.
A interpretação brutal e extremista do islamismo feita pelo EI legitima o assassinato dos homens e o estupro das mulheres que forem considerados infiéis. Aji Bashar é yazidi, um grupo étnico-religioso curdo de meio milhão de pessoas, que professa uma das mais antigas religiões monoteístas e é tradicionalmente acusado de adorar o demônio, por venerar o anjo caído Taus.
Aji Bashar buscou fugir em quatro ocasiões. Depois de cada tentativa frustrada, era castigada. Finalmente, conseguiu escapar em abril de 2016, graças a alguns contrabandistas pagos por sua família. Acompanhavam-na outras duas yazidis: Almas, de 8 anos, e Katherine, de 20. As duas morreram ao atravessar um campo minado. Aji Bashar ficou ferida na explosão. Diante do espelho, as cicatrizes do seu rosto e sua visão diminuída a fazem recordar aquele momento diariamente.
“Sentia-me feliz por estar viva, embora na minha cabeça estivesse péssima pensando no sofrimento do resto de mulheres e crianças em cativeiro”, lamenta. As Nações Unidas calculam que mais de 3.000 yazidis – em sua grande maioria mulheres e crianças – permanecem nas mãos dos jihadistas. A cifra diminuiu aproximadamente pela metade desde 2014, entre fugas, pagamentos das famílias aos “donos” dos reféns ou libertações unilaterais por parte do EI.
Sua aldeia foi liberada da ocupação do Estado Islâmico em maio. “Fiquei muito feliz por saber, mas agora tudo são escombros, tumbas, valas comuns”, diz Aji Bashar, que hoje vive na Alemanha. Recebeu o Prêmio Sakharov em dezembro. “Ele me fez sentir que há pessoas que veem nossa dor”, afirma. Relata sua história para conscientizar sobre uma tragédia que atingiu milhares de mulheres, e se define como uma simples “mensageira” com três pedidos: que o EI seja julgado pela Justiça penal internacional, que as vítimas recebam tratamento psicológico após sua libertação, e que o mundo ajude os refugiados. Muitas das ex-prisioneiras sofrem de depressão profunda, e não é raro que pensem em suicídio, segundo a Anistia Internacional.
Embora a presença do EI na Síria e no Iraque esteja atualmente em retrocesso, Aji Bashar prefere permanecer na Alemanha e virar professora. Voltará algum dia ao Curdistão? “Claro, mas não há proteção internacional para nós. E, como yazidis, temos medo de voltar a sofrer outro genocídio como este.”

fonte https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/21/internacional/1498055390_175353.html

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Reino do Terror ISIS: 17 homens crucificados, mutilados por apostasia; mulher apedrejada até a morte por adultério

A farra de execução do Estado Islâmico pegou dramaticamente na semana passada, quando o grupo militante lançou sua mais recente rodada de fotos de execução. Junto com as fotos que mostram a execução de dois homens gays, uma adúltera e dois bandidos no Iraque, o grupo também já teria crucificado e executado 17 homens acusados de lutar contra o califado.

Na sua mais recente onda de fotos de execução em uma conta-filiada do Estado Islâmico, JustPaste.It, fotos mostram uma multidão de muçulmanos reunidos em torno de um edifício de tijolo marrom alto no reduto iraquiano do ISIS de Mosul que parece ter muitos andares. Nos seguintes fotografias, dois homens foram forçados a ir para o telhado do edifício e foram arremessados desde a borda por dois militantes ISIS.
A imagem posterior capturou uma das quedas-livre de vítimas e uma outra foto mostrou seus corpos sem vida, em um terreno sujo.
Antes das execuções, as acusações contra aqueles que seriam executados naquela ocasião foram anunciados por um militante mascarado segurando um pequeno rádio portátil. De acordo com o Daily Mail, o militante mascarado anunciou que os dois homens foram acusados de envolvimento em atos homossexuais, o que é uma violação estrita da lei Sharia e punível com a morte.
Enquanto centenas de pessoas se reuniram para assistir a execução, o Vice News relata que a legenda árabe incluída com uma das imagens que mostram a multidão se traduz em "Os muçulmanos vêm para assistir a aplicação da lei."
Esta não é a primeira vez que o Estado Islâmico tem executado os gays, atirando-os do topo de um edifício. Em dezembro, fotos mostravam oito militantes ISIS em Wilayat al-Furat executando um homem gay, jogando-o do telhado de um prédio de apartamentos de três andares.
Em novembro, o ISIS divulgou fotos que mostram homens gays sendo apedrejados até a morte. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirma que os apedrejamentos de novembro foram as primeiras execuções públicas dos homossexuais da ISIS.
Também incluídos última rodada de execuções de fotografias da ISIS, o Daily Mail afirma que o militante mascarado anunciou a execução de dois bandidos e uma mulher velada acusada de adultério.
As fotografias mostraram os dois bandidos sendo transportados na parte de trás de uma caminhonete, com os pés presos com seus pulsos amarrados a estruturas metálicas. Os dois homens foram levados para fora da parte de trás da caminhonete e colocados diante da multidão. Em seguida, dois militantes atiraram neles na parte de trás da cabeça. A última foto dos bandidos mostra seus corpos sem vida pendurados nos cruzamentos.
As fotos mostram que a mulher que foi apedrejada até a morte por adultério foi tirada da grande multidão e executada em uma área arborizada isolada que parece estar fora da cidade.
A primeira foto mostra um barbudo oficial da ISIS lendo as acusações contra a mulher. A próxima foto mostra militantes da ISIS atirando grandes rochas na mulher enquanto ela estava deitada no chão em posição fetal. A última foto mostra os militantes envolvendo seu corpo morto com uma lona azul.
Na semana passada, o grupo também executou 17 homens da província síria de Deir Ezzor. Onze dos homens foram acusados de apostasia por lutar contra ISIS. Depois de serem mortos os corpos das 17 vítimas foram brutalmente mutilados pelos militantes.
O Observatório Sírio acredita que a última rodada de execuções ISIS chegou em retaliação a assassinatos recentes de funcionários do ISIS.
"O grupo Estado Islâmico executou 16 homens em Deir Ezzor e mais um em Raqa, para enviar uma mensagem a todos os seus adversários depois de assassinatos recentes de 12 jihadistas sírios, iraquianos e argelinos", disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos Director Rami Abdel Rahman. "O ISIS está enviando uma mensagem a todas as pessoas que vivem sob seu controle, para dizer: 'Isto é o que vai acontecer com qualquer adversário.’"
fonte http://portugues.christianpost.com/news/reino-do-terror-isis-17-homens-crucificados-mutilados-por-apostasia-mulher-apedrejada-ate-a-morte-por-adulterio-20447/

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Coral islâmico louva a Allah dentro de igreja evangélica na Inglaterra

Qual sua opinião sobre isso???
A Catedral de São Paulo, o Apóstolo, é um dos templos anglicanos mais famosos do Reino Unido. Fundada no ano 604, ela foi a primeira igreja cristã daquela nação. O prédio atual foi o quinto a ser construído no local, em 1633. Ali também funciona a sede do Bispado de Londres.
Seguindo a conhecida teologia liberal adotada pelos evangélicos anglicanos, ocorreu ali na semana passada mais um culto ecumênico. Tratava-se de uma cerimônia em memória das vítimas do incêndio da Torre Grenfell, que no dia 14 de junho deste ano deixou 71 pessoas mortas. Muitas das vítimas eram imigrantes islâmicos vindos da Síria e do norte da África
O convidado de honra do culto memorial era o príncipe Charles, que deve se tornar o novo rei da Inglaterra em breve. Ao seu lado estavam seus filhos William e Harry, todos na linha sucessória. Pela tradição, o monarca da Inglaterra é o “guardião da fé e da igreja episcopal anglicana”.

A cerimônia foi transmitida para todo o país ao vivo pela rede BBC, que mostrou o herdeiro do trono sentado na primeira fila. Estima-se que havia 1500 pessoas presentes no local, incluindo familiares dos mortos e residentes que sobreviveram ao incêndio.
O pastor David Ison, responsável pela catedral, deu as boas-vindas a todos, explicando que: “Neste culto, nos reunimos com pessoas de diferentes religiões ou de nenhuma, para lembramos diante de Deus aqueles cujas vidas foram perdidas… estamos ao lado de irmãos e irmãs que perderam suas casas… nos comprometemos a cuidar uns dos outros e a estarmos unidos diante do sofrimento e da tristeza”.
Embora deva ser levado em consideração que muitos dos presentes não eram cristãos, ficou evidente que os liberais ingleses têm obtido sucesso em divulgar a ideia de que o Deus da Bíblia e o Allah descrito no Alcorão são a mesma pessoa. Apesar da abundância de evidências em contrário, um número crescente de cultos abriu espaço para leituras do Alcorão e a entoação de orações islâmicas.
O diferencial daquela noite estava no louvor. Após a apresentação do coral da catedral, que cantaram hinos cristãos, foi a vez do coral feminino das escolas Al Sadiq e Al Zahra. Elas interpretaram a canção “Insha Allah”, do cantor pop árabe Maher Zain.
Na abertura, uma delas recitou um verso do Alcorão. Em seguida, entoaram a música cuja letra diz:
Não se desespere e não perca a esperança
Porque Allah está sempre ao seu lado
Querendo Allah, querendo Allah,
Você encontrará o seu caminho
Retorne para Allah
Ele nunca está longe
Coloque sua confiança Nele
Levante suas mãos e ore
Ohhh  Allah
Guie meus passos, por onde eu não devo andar
Você é o único que pode me mostrar o caminho
Me mostre o caminho
A maioria dos cristãos presentes aplaudiram, incluindo a família real. O que talvez passou despercebido para eles e para as milhares de pessoas que assistiam pela televisão, é que havia uma mensagem clara: nas igrejas da Inglaterra Jesus não é mais o único que pode mostrar o caminho. Com informações de The Guardian
fonte https://noticias.gospelprime.com.br/coral-islamico-louva-allah-dentro-de-igreja-evangelica-na-inglaterra/

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Globo defende o islã: religião da paz e justiça social


Não é novidade que a mídia tem dificuldades em lidar com o islamismo, assunto cada vez mais frequente por conta da sucessão de ataques terroristas em todo o mundo. Geralmente os comentaristas minimizam os aspectos religiosos das mortes, como fazem quando chamam criminosos de “suspeitos”.
Contudo, a GloboNews, um dos canais pagos da rede Globo, fez um elaborado exercício de desinformação no programa “O Islã na Periferia”, que foi ao ar na noite do último domingo (27).
Durante cerca de meia hora, mesclou testemunhos de pessoas vindas das classes mais pobres da população de São Paulo com falas de líderes muçulmanos. O espectador desatento poderia confundir o material como parte de um vídeo panfletário de alguma instituição islâmica.
Nem mesmo o “abc” do jornalismo, que pressupõe a checagem de fatos, foi praticado. Por exemplo, a Globo News afirma que a população de islâmicos no Brasil “dobrou” nos últimos anos, saindo de 600 mil (2010) para 1,5 milhão (2017).
Uma simples investigação na página do Censo religioso feito pelo IBGE em 2010 mostra que eles eram 18.592.  Ainda que o número deva ter crescido, uma vez que essa é uma tendência mundial, em nenhuma projeção de especialistas no assunto existe a mais remota possibilidade de o governo estar errado e eles somarem mais de meio milhão.
O programa focou nas duas mesquitas da capital paulista, lideradas por brasileiros que pregam o islamismo para brasileiros. Obviamente ouve o “descolamento” da imagem de religião terrorista, preferindo-se manter o mantra que se trata de uma religião que traz a paz para os convertidos, ou revertidos como eles preferem.
Ao mesmo tempo, mostrou que os seguidores de Maomé no país sofrem agressões verbais e perseguições. Tudo fruto de uma bem-arquitetada trama da mídia que insiste em difamar a religião, algo que o programa tentava desfazer.
Isso pode ser resumido nas cenas finais da produção. “Conheça o islã através dos muçulmanos”, afirma César Kaab Abdul, líder da mesquita que fica na periferia. Já a revertida Aisha Muhammed complementa: “o conhecimento [do Islã] liberta o homem”. Em seguida, o sheik Rodrigo Rodrigues, da Mesquita do Pari sentencia: “Sejam bem-vindo a qualquer mesquita do Brasil”.
Questões como a busca pela igualdade social, a luta contra o terrorismo e a proteção às mulheres ocuparam a maior parte do programa. Mulheres, aliás, que aparecem com a cabeça coberta pelo hijab, lenço típico, contando como se sentem cuidadas e respeitadas pelo islã.
O mais curioso são as falas de César Abdul, que canta rap islâmico e se mostra um verdadeiro ativista social, trabalhando para ajudar a sua comunidade através do islamismo. Ele lidera o grupo “Jihad Brasil”, uma informação que pode passar batida em meio a sequência de termos árabes apresentadas durante a meia hora do documentário travestido de “reportagem especial”.
Talvez seria melhor a produção explicar aos telespectadores alguns dos termos comuns aos seguidores dessa religião. Um deles é justamente a jihad, defendida por Abdul. Com o sentido de guerra santa, é a justificativa principal dos extremistas para cometerem assassinatos de infiéis enquanto gritam “Allahu Akbar”.
Um outro termo útil, que embora faça parte dos preceitos não foi citado pela GloboNews é “taqiyya”, ou engano santo. Essa prática de mentir para os infiéis (não islâmicos) é aceitável quando serve ao propósito de ajudar a expandir o islamismo, algo que o próprio Maomé fez, quando ludibriou os moradores da cidade de Meca a fazerem uma trégua de 10 anos, quebrada por ele 2 anos depois, quando a conquistou com seu exército.

fonte https://noticias.gospelprime.com.br/globo-defende-o-isla-religiao-da-paz-e-justica-social/