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Nesse vídeo a jornalista libanesa Brigitte Gabriel apresenta uma breve história da chamada Religião da Paz e das relações dela com os judeus e com os cristãos tanto no Oriente Médio.mp4
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Nosso objetivo é relatar tudo que é postado na internet (republicador de noticias) onde os leitores possam acompanhar em primeira mão o movimento islâmico no Brasil.
Somos cristãos e não concordamos com a mentira pregada pelo Islamismo, oque ao mesmo tempo não estaremos colocando nossa opinião, somente relatando oque é postado na internet e redes sociais sobre o movimento islâmico no
Brasil

ASSISTA TODOS OS VIDEOS POSTADOS INDIVIDUALMENTE NESTE LINKhttp://islamismonobrasil.blogspot.com.br/p/arquivos-da-tv.html

ASSISTA A FILMES MOSTRANDO A REALIDADE ISLAMICA neste link http://islamismonobrasil.blogspot.com.br/p/filmes.html 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Influência islâmica em livros escolares

Entre os cristãos, aqueles que vivem em áreas rurais carecem de recursos e literatura, como Bíblias e livros evangelísticos
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Em Bangladesh, a educação infantil está sendo influenciada por grupos islâmicos conservadores. Eles estão adequando os livros escolares aos seus ensinamentos. A ilustração de uma menina muçulmana usando o lenço, indicando uma vida dedicada desde a infância, é um exemplo da influência religiosa que começa nos livros didáticos para alunos do 1º ano. Outro exemplo está nos livros do 6º ano, onde um relatório de viagem ao norte da Índia (país vizinho) foi substituído por outro relatório, agora sobre o Nilo, no Egito. O conteúdo de outros livros também mudou e agora já não usa exemplos ou nomes de hindus ou cristãos.
“O que mais preocupa é que o grupo que está por trás dessas mudanças, ‘Hefazat-e-Islam’, formado por vários professores de madrassas (escolas islâmicas), está exigindo mudanças muito maiores do que as meras adaptações textuais. Esses ativistas estão se esforçando também para inserir sua agenda nas aulas de arte e educação física”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas. Segundo ele, o grupo já ameaçou o presidente do Conselho Nacional de Currículo Escolar e Livros Didáticos de Bangladesh, que é hindu, com o objetivo de substituí-lo.
Essa tem sido a realidade cada vez mais difícil das minorias religiosas no país. A igreja em Bangladesh enfrenta várias dificuldades, além dos ataques e da violência. Entre os cristãos, aqueles que vivem em áreas rurais carecem de recursos e literatura, como Bíblias e livros evangelísticos que são necessários para a maturidade cristã. A Portas Abertas tem lutado para suprir essa necessidade. O projeto de distribuição de Bíblias na Ásia Central é um exemplo.
“Em média, distribuímos mais de 30 mil livros por ano. Sabendo que há mais de 70 milhões de pessoas na Ásia Central, o número parece ser uma pequena gota no oceano. Ainda assim, nossa esperança é que, por meio de cada livro, Deus alcance o coração das pessoas que o procuram e daquelas que nunca ouviram falar de Jesus”, disse Alexey, coordenador de distribuição de literatura na região. Você pode colaborar com nossos irmãos bengaleses, participando também deste projeto: “Bíblia, palavra que dá conhecimento”.

fonte https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/02/influencia-islamica-em-livros-escolares

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Muçulmanos crescem no Brasil convertendo fiéis evangélicos, afirma pesquisadora


Os muçulmanos estão crescendo no Brasil a partir do rebanho evangélico. A constatação foi feita pela antropóloga Amanda Dias, que concedeu uma entrevista à sucursal brasileira da emissora francesa RFI e comentou detalhes das descobertas que fez em sua pesquisa sobre as características da comunidade muçulmana no Rio de Janeiro.
De acordo com Amanda Dias, uma das características dos brasileiros que se converteram ao islamismo é já ter feito parte de uma comunidade evangélica. E isso, em sua visão, se deve muito ao discurso adotado pelos líderes muçulmanos na cidade.
“Eles pregam um islã fundamentalista. No sentido de que ele vai no fundamento da religião. Então, ele não depende de uma tradição específica, e é acessível a um público maior […] Eles se baseiam no Corão, e nos hadith, que são os exemplos de vida do profeta [Maomé]”, afirmou a antropóloga.
Questionada pela jornalista Maria Emília Alencar sobre a origem desses novos muçulmanos, a pesquisadora confirmou que eles são oriundos de igrejas evangélicas e abandonaram a fé cristã depois de serem apresentados aos ensinamentos de Maomé.
“Isso foi o que eu encontrei durante a minha pesquisa demográfica, no trabalho de campo, e é diferente do que outros pesquisadores encontraram no passado. Então, eu acho que é [algo] recente, e que existe sim um trânsito sim [de fiéis] dessas comunidades evangélicas para o islã”, afirmou.

+Líderes muçulmanos traçam estratégia de expansão no Brasil 

Parte do crescimento do islamismo no Brasil, e em particular no Rio de Janeiro (campo pesquisado pela antropóloga), se deve ao discurso adotado na abordagem das pessoas: “Esse trabalho que eles fizeram, de difusão do islã, é um trabalho de acolhimento das pessoas que chegam. Na mesquita, ela tem um ‘kit do revertido’, que vai ensinar fazer as orações, tem aulas de árabe para os brasileiros, os sermões vão ser feitos também em português, não apenas em árabe. Existe um acolhimento”, contou.
Grande parte dos que se convertem ao islamismo passam a conhecer a religião através de pesquisas: “As pessoas chegam à mesquita muito pelos seus próprios esforços. Elas vão procurar na internet […] descobrir o islã de outras maneiras”, acrescentou.
Esse dado pode revelar que a propaganda feita pelo Estado Islâmico – e outros grupos extremistas muçulmanos – surte efeito, atraindo pessoas para conhecerem a religião, fundada aproximadamente 600 anos depois da morte de Jesus Cristo.
Segundo Amanda Dias, os evangélicos que se convertem muçulmanos são atraídos pela ideia de que a religião islâmica funciona como algo paralelo ao cristianismo: “Existe uma certa continuidade [de valores morais], entre a igreja evangélica e o islã, no sentido de que os evangélicos já pedem um certo pudor na maneira de se vestir, etc, e o islã, no Brasil, ele vai insistir nessa continuidade. O primeiro livro que eles ganham ao chegar em uma mesquita é ‘Jesus, um profeta do islã’. Existe uma certa continuidade doutrinária, também”.
Atualmente, segundo a pesquisadora, estima-se que existam, “mais ou menos, mil muçulmanos ligados à Sociedade [Beneficente Muçulmana] no Rio de Janeiro”. Assista:
fonte https://noticias.gospelmais.com.br/muculmanos-crescem-brasil-convertendo-evangelicos-pesquisadora-88156.html


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

TRUMP: COOPERAÇÃO COM A RÚSSIA COLOCARÁ UM FIM NO ESTADO ISLÂMICO


Da Sputnik Brasil
Se os EUA e a Rússia cooperarem, o resultado será favorável para ambos os países e ajudará a acabar com Daesh, afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump em entrevista à Fox News.
"Se conseguirmos nós dar bem com a Rússia, vai ser ótimo. Vai ser bom para a Rússia e bom para nós. Se nós unirmos, destruiremos o Daesh, que é o verdadeiro mal", disse o presidente dos Estados Unidos.
As relações entre Washington e Moscou sofrem uma deterioração acentuada nos últimos anos.
Desde 2014, os EUA adotam sanções econômicas e individuais contra a Rússia por sua suposta ingerência no conflito na Ucrânia.
A crise bilateral se aprofundou em setembro de 2016, quando as duas potências não conseguiram promover em conjunto um cessar-fogo duradouro na Síria.
Em meados de novembro, Donald Trump e Vladimir Putin realizaram uma conversa telefónica, durante a qual os dois se manifestaram pela melhora das relações entre Washington e Moscou, classificando o seu estado atual de insatisfatório.

fonte https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/277182/Trump-coopera%C3%A7%C3%A3o-com-a-R%C3%BAssia-colocar%C3%A1-um-fim-no-Estado-Isl%C3%A2mico.htm

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

'Véu é liberdade': a vida de uma muçulmana feminista no Brasil


Feminista, a professora diz que, para ela, o hijab é uma forma de liberdade, e não de opressão, como costuma ser encarado. Em agosto, 30 cidades do litoral francês proibiram a utilização do burquíni (traje de banho islâmico,) porque alguns o consideravam uma provocação contra os valores ocidentais. Há duas semanas, a principal instância administrativa francesa, o Conselho de Estado, suspendeu os decretos.
Para Dana, as peças representariam a liberdade de usar o que quiser e viver sua fé. Roupas, diz, não vão impedir que ela seja independente, tenha uma carreira e case por amor.
"As brasileiras chegam para mim e falam: mas você está no Brasil, por que você está colocando o véu? Eu que estou aqui sem família e posso fazer o que quiser. É minha escolha."
"Se eu não usar o véu, não deixo de ser muçulmana. Deixo, sim, uma parte muito importante da religião."
Dana explica que o uso do hijab está previsto no Alcorão, livro sagrado do Islamismo, e que serviria para que a mulher "se preocupasse mais com questões intelectuais e espirituais do que corporais". "Maria (mãe de Jesus), por exemplo, usava", diz ela.
Por manter sua escolha, a síria já foi chamada de mulher-bomba, ouviu piadas sobre Alá e teve atendimento recusado em uma loja. Também há preconceito no mercado de trabalho.
"Quando faço entrevista, eles escolhem quem não usa véu. Por motivos de segurança, podem me passar por centenas de aparelhos, tudo bem. Qualquer mulher pode, usando um vestido curto, colocar uma bomba na bolsa. Terrorismo não está ligado com vestimenta, mas com uma ideologia doente."
Abaixo, trechos do depoimento de Dana à BBC Brasil:

O véu e a liberdade da mulher

"No Brasil, o conhecimento é quase zero sobre Islamismo e cultura árabe. Não chegam as coisas verdadeiras das nossas práticas e da nossa crença.
Minhas amigas brasileiras fazem perguntas bem simples, mesmo sendo pessoas que já viajaram.
Falo com elas de maneira muito aberta. Elas perguntam como faço para namorar, se posso casar com um brasileiro, com um cristão e ligam todas essas coisas ao véu.
Aqui as pessoas parecem não entender isso, mas lá a gente sofre num mundo machista. Para me proteger, o hijab é uma parte importante da minha vida. E, quando a gente sai para o mundo ocidental, também existe machismo.
Então, se a mulher escolheu não mostrar o corpo, é porque não se sente à vontade. Ela se sente em paz assim. Então, ela é livre, pode ter essa escolha de colocar, e todo mundo tem que respeitar isso. Como todas as mulheres podem andar de biquíni se quiserem, as muçulmanas, se quiserem andar de burquíni, têm direito.
Eu fui à praia e usei um burquíni. Olha a pergunta das pessoas: você não pode mostrar o corpo? Poder eu posso, mas não quero.
Eu fui à praia e usei um. Olha a pergunta das pessoas: você não pode mostrar o corpo? Poder eu posso, mas não quero. Talvez amanhã eu queira, mas é uma coisa minha.
Aqui no Brasil eu já tirei o véu, andei sem (ele) por oito meses. Sou livre. Minha família sabe, e acredita na minha escolha.
Sou feminista e fazia parte de um grupo online que reunia feminista árabes (e foi criado na Europa). Lá tem mulçumanas e outras que não são. As não-mulçumanas são contra o véu, acham que é repressão. As muçulmanas, como eu, acham que é uma forma de liberdade.
O hijab funciona para mostrar a modéstia. A mulher, com o hijab, deve se voltar a coisas mais intelectuais e espirituais do que corporais ou materiais. Maria, por exemplo, usava.
O uso do véu está no livro sagrado do Islamismo, o Alcorão. Se eu não usar o véu, não deixo de ser mulçumana, mas deixo uma parte muito importante da religião.
Já o niqab (que deixa só os olhos à mostra) não é da religião. Foi inventado culturalmente pela comunidade para controlar as mulheres. Eles oprimiraram as mulheres, infelizmente, e não pararam os homens."

Feminismo e religião

Quatros tipos de véus comuns em países muçulmanos: em cima, o hijab (esq.) e a burca; embaixo, da esquerda, o niqab e o chador
Quatros tipos de véus comuns em países muçulmanos: em cima, o hijab (esq.) e a burca; embaixo, da esquerda, o niqab e o chador
Foto: BBC SPORT
"A gente tem que criticar os radicais de cada religião, que têm atos machistas e usam a crença para justificá-los. Mas nunca podemos atacar a religião dos outros.
Temos que definir o feminismo fora dela. A causa mais importante é a mulher. Se o muçulmano fez uma besteira, a gente vai atacar, se o cristão fez uma besteira, a gente vai atacar, e se um ateu fez algo, também vamos fazer um escândalo.
Existem homens que usam a religião islâmica como desculpa para controlar as mulheres. E aí a mulher tem que ser do homem porque ele paga as contas ou deu uma casa para ela morar. Se ele não quer mais aquela mulher, ela se ferra."

Vida no Brasil e saída da Síria

"As brasileiras chegam para mim e falam: 'mas você está no Brasil, tira o véu, por que você está colocando?'. Eu digo que estou aqui sem família e posso fazer o que quero. A escolha é minha.
Aqui estou praticando minha religião, mas numa forma adaptável, não como estava seguindo na Síria.
Mudei algumas coisas, como dar a mão para cumprimentar homens, o que na Síria não fazia. Aqui é mais difícil, porque saio sempre para encontrar pessoas novas no trabalho. Não é que estou negligenciando minha crença, mas agora não dá. No futuro, vou querer manter o jeito da Síria.
As muçulmanas colocam limite para os homens estrangeiros, que é como chamamos qualquer homem com quem possamos nos casar. Ou seja, qualquer um que não seja nosso pai, irmão, filho, ou sobrinho.
Mas estou em uma fase de adaptação para me encaixar no país. Aqui não estou tão perto da comunidade muçulmana, estou próxima só de duas ou três famílias. Minha convivência é com brasileiros.
Mesmo assim, a comunidade fica me mandando libaneses: ah, mas você não vai querer se casar? Por que não quer?
Eu falo 'gente, a coisa não é só se casar e ficar em casa, só para alguém arranjar um lugar para eu morar'. É um contrato de vida. Eu tenho que gostar da pessoa.
Casamento agora realmente não é uma prioridade. Quero voltar a estudar. Nessa luta de quatro anos estava super preocupado em viver, comer, trabalhar, e não estava seguindo o que realmente queria, aquilo no qual eu sou boa.
Fiz faculdade de literatura inglesa em Damasco. Nos meus estudos havia mulheres peladas, lia poemas sobre mulheres, sobre sexo. Então, lá a gente já estava com outra cabeça.
A gente tinha liberdade religiosa, mas não política. E por isso aconteceu a revolução, e eu vou chamar assim porque foi uma revolução. Não foi terrorismo para tomar o país. Mas infelizmente a mensagem da oposição caiu no meio do caminho. Não tinha força ou unidade para fazer algo.
Resolvi sair do país porque nossa casa foi bombardeada. Nós estávamos dentro. Era uma tarde e tínhamos acabado de almoçar. A gente vivia uma tragédia, mas era um dia normal, como aqui.
Todo mundo que vive na Síria ou nos países que estão sendo bombardeados está com a alma na mão, para se entregar de repente."

Mãe e avó

"Minha mãe é divorciada. Morei pouco com meu pai, eles se divorciaram quando eu tinha cinco anos.
Se separar foi mais do que difícil para ela. Foi inimaginável. A comunidade a recusou. E ela era inteligente, formada, bonita. Só que lá a mulher só vale quando casa.
A mulher é sempre culpada. Se o homem é bom ou ruim, ela é sempre criticada. Tudo bem, eles se divorciaram, mas ela não tinha que levar esse peso a vida inteira. O divórcio estava no Alcorão, ela não fez nada errado.
Pelo contrário, o Islamismo diz que é preciso cuidar dessas mulheres (divorciadas), porque elas acabaram de sair de um choque. Que é preciso tratá-las com gentileza e amor. Mas infelizmente até as mulçumanas, até eu, não aplicamos nossa religião da maneira mais correta. Se fosse assim, a gente viveria outra realidade.
Minha mãe lutou e sempre disse 'vocês vão ter que estudar'. Ela dizia 'nada pode servir mais para vocês do que seu diploma, sua profissão, sua experiência. Nem homem, nem casamento, nada. Seu diploma é sua arma contra tudo'.
Minha avó, a mãe da minha mãe, era muito religiosa. Minha mãe me forçava para ter minha autonomia na vida. E minha vó era sempre aquela voz no fundo dizendo 'não se esqueça da sua religião', 'não se esqueça do Alcorão'.
Cresci com essas duas coisas e tentei equilibrar isso na minha vida.
Minha avó faleceu no mês passado. Ela estava na Síria e sofria de Alzheimer. Mas a mensagem que ela deixou vai ficar comigo a vida inteira. Mesmo com Alzheimer, ela sempre pegava o Alcorão e falava para mim: 'querida, é isto aqui'."
fonte https://noticias.terra.com.br/brasil/veu-e-liberdade-a-vida-de-uma-mulcumana-feminista-no-brasil,ef78c4be3910c29cf960233d9372362997uevg60.html

Evolução da arte islâmica é tema de curso em SP


São Paulo – Da arquitetura dos templos de Petra às enormes mesquitas de Bagdá, a evolução da arte sob a influência do Islamismo será tratada no curso Arte Islâmica, que ocorre nos dias 06, 13, 20 e 28 de outubro, na capital paulista. O curso é organizado pelo Instituto da Cultura Árabe (Icarabe) e será ministrado por Plínio Freire, mestre em História pela Universidade de São Paulo (USP).

A primeira aula aborda a arquitetura de Petra, na Jordânia. Freire destaca que antes da ascensão do Islã, no século 7º, aquela região era uma rota de caravanas do deserto, um local de cultura árabe, mas com forte influência grega e romana. “Essas influências se cruzem em Petra, que tem elementos helenísticos e mesopotâmicos. Eles são fundamentais para entender como o Islã aparece”, afirma.

O professor classifica a arquitetura de Petra como “exuberante” e comenta sobre o que pode ser visto na cidade. “As colunas com capitéis [extremidades superiores] da ordem coríntia, tudo em um contexto de cultura helenística, com elementos mesopotâmicos e egípcios, e as réplicas de casas assírias”, aponta.

“Os árabes foram brilhantes para coletar elementos de diferentes culturas. Existia um imenso bom gosto e eles iam coletando elementos das culturas com as quais iam entrando em contato”, conta.

A segunda aula tem como foco a cidade de Meca, na Arábia Saudita e o advento do Islã. “A cidade de Meca era um grande centro comercial e por isso virou um grande centro religioso. Vou mostrar como funcionavam as religiões nas caravanas e a formação da língua árabe, que surgiu a partir de poetas que cantavam as glórias das tribos caravaneiras”, diz.

A poesia, explica o professor, teve um papel fundamental na criação da língua árabe. Freire conta que, quando as diferentes tribos do deserto se encontravam, os poetas precisavam usar uma língua intermediária entre as diferentes línguas usadas nas tribos, ou seja, uma língua que fosse compreendida pelos membros das diversas tribos que se encontravam para mostrar suas conquistas. Foi daí que nasceu o idioma árabe. “É por isso que é uma língua tão difícil, porque é uma língua feita por poetas”, ressalta. Nessa época, além da poesia, destaca-se ainda a tapeçaria.

A cidade de Damasco, na Síria, e a expansão do Islã são tratados na terceira aula. Após a morte do profeta Maomé, ocorre a divisão entre sunitas e xiitas. Com a decisão da maioria dos seguidores do profeta em passar a liderança da religião a um califa (palavra que significa sucessor), o império islâmico se expande rapidamente e o centro de poder religioso se transfere de Meca para Damasco.

“Aí começa a surgir a arte islâmica”, diz Freire. “Surgem as primeiras mesquitas extraordinárias, luxuosas, refinadas. É o Islã como uma manifestação política”, aponta.

O professor lembra que a mesquita principal ficava ao lado do palácio do califa. A principal mesquita desta época, a Grande Mesquita Omíada, ainda hoje existente em Damasco, foi “a primeira construída dentro desse contexto imperial, pensada como uma obra de arte”. O local, que havia sido um templo romano e uma basílica cristã, foi redecorado com mármore, mosaicos e enfeites luxuosos. A mesquita do Domo da Rocha, em Jerusalém, foi erguida seguindo as mesmas bases de luxo e requinte, mesmo tendo um tamanho menor, diz o professor.

Bagdá, no Iraque, é o tema da quarta aula. Com a queda da dinastia omíada e ascensão da dinastia abássida, o centro de poder é transferido de Damasco para Bagdá. A cidade que foi construída artificialmente, em forma de círculos. “A cidade em forma de círculo significa um império, porque o círculo significava o mundo todo”, conta.

Neste período, entre os séculos 8º e 9º, aumenta muito o número de fieis do Islã e as mesquitas deixam para trás o luxo para abrigar o crescente número de seguidores. “As mesquitas perdem o caráter de luxo e começam a ser feitas de tijolos, mas são muito grandes e com um pátio interno muito grande”, destaca o professor.

Segundo ele, isso deixa marcas muito profundas na arquitetura do Islã, pois as mesquitas deixam de ser construções luxuosas e passam a ser minimalistas na decoração e ganham áreas muito maiores.

Serviço
Curso Arte Islâmica
Dias: dias 06, 13, 20 de outubro (5ªs feiras) e 28 de outubro (6ª feira), das 19h às 21h30.
Local: Auditório da Livraria Martins Fontes – Av. Paulista, 509 – Tel. 2167-9900 (metrô Brigadeiro)
Valores:
Público geral: R$ 250; aula avulsa: R$ 65
Associados do Icarabe, estudantes e aposentados: R$ 200; aula avulsa: R$ 55
Inscrições e informações pelo e-mail cursos@icarabe.org.

fonte http://www.anba.com.br/noticia_educacao.kmf?cod=21872665

A violência oculta


Chega um novo Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, e, embora a situação tenha melhorado em muitos lugares, o último ano foi pródigo em exemplos de como é difícil não só avançar, mas também manter os progressos alcançados. Parecia algo impensável que alguém, em pleno século XXI, pudesse usar seu machismo como bandeira política. No entanto, Donald Trump fez isso e se saiu vitorioso: milhões de norte-americanos –inclusive mulheres—não consideram que a sua postura pró-assédio fosse um demérito para se poder chegar à Casa Branca. Esta não é a única questão em que as posições de Trump representam uma ameaça, mas é a mais dolorosa para as mulheres, que viram uma candidata sensata, muito mais preparada e com maior experiência política ser derrotada por uma pessoa que ostenta o seu desprezo por elas.
A longa série publicada por este jornal mostra até que ponto a violência contra as mulheres é uma realidade cotidiana, muitas vezes oculta sob o manto do silêncio. Uma em cada três mulheres no mundo continua sofrendo assédio, maus tratos ou agressões sexuais. Acabamos de ver como, em um país tão importante como a Turquia, os direitos das mulheres recuam, em decorrência das políticas adotadas por um Governo disposto a vetar qualquer sinal de modernização que signifique uma liberdade maior para as mulheres. Um projeto de lei pretendia anistiar os estupradores de menores caso viessem a se casar com suas vítimas, o que implicaria retomar uma lei abolida em 2005 que infelizmente ainda vigora em vários países africanos e do Oriente Médio. A proposta foi, até o momento, contida, mas a simples tentativa de retomá-la reflete a fragilidade dos avanços conquistados nos países muçulmanos moderados, enquanto que, naqueles governados pelas correntes mais rigorosas do islamismo, as mulheres continuam sofrendo com uma condição de violência e subordinação intoleráveis.
Na Rússia, a campanha #nãotenhomedodedizer, lançada por uma jornalista que foi estuprada, trouxe à tona uma realidade terrível. Mais de 12.000 mulheres morrem a cada ano pelas mãos de seus parceiros naquele país de 143 milhões de habitantes, em que apenas um décimo dos casos de violência é denunciado. As mulheres agredidas não ousam revelá-los, por vergonha e medo, tal como se vê no México, onde 540.000 casos de crimes sexuais são denunciados a cada ano, sendo 40% deles contra menores de 15 anos de idade. A violência sexual é uma das principais causas da elevada taxa de gravidez entre adolescentes no México e em outros países da América Latina.
Este quadro permite avaliar melhor os avanços produzidos na Espanha nos últimos 10 anos, durante os quais a violência de gênero integrou com força a agenda política. Mas o contraste não deve nos levar à complacência nem a baixar a guarda. Neste ano, 40 mulheres foram assassinadas por seus parceiros, e, embora devamos comemorar o fato de que são 10 a menos do que no mesmo período do ano passado, é preciso analisar a fundo o que está errado e como melhorar o sistema de proteção. Do total de mulheres assassinadas, 41% haviam apresentado alguma denúncia, o dobro do que no ano anterior. Isso também é uma melhora, mas é preciso investigar por que, apesar da denúncia, não foi possível impedir a sua morte e por que as outras 59% não apresentaram nenhuma denúncia.

fonte http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/24/opinion/1480015670_598063.html

Brasil tem primeiro doutor em finanças islâmicas


São Paulo – Na última quinta-feira (1º), o professor e pesquisador de Direito Econômico Fabiano Jantalia defendeu na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) uma tese de doutorado sobre finanças islâmicas. O tema é inédito no Brasil, apesar de muito estudado em países ocidentais – em especial na Inglaterra, uma das principais fontes de pesquisas do novo doutor.

A banca examinadora aprovou e recomendou para publicação a peça "Direito, Economia e Religião: as Finanças Islâmicas e seus arranjos alternativos de intermediação financeira". Foi o fim de um projeto de três anos e nove meses tocado por Jantalia, graduado em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) com MBA em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A atuação profissional foi responsável pelo interesse no assunto. Quando pesquisava temas para seu doutorado, Jantalia trabalhava no Banco Central do Brasil e, ao perceber a posição diferenciada dos países islâmicos no sistema financeiro internacional, passou a se interessar mais pelo assunto.

“Eu percebi que os ativos financeiros islâmicos cresciam de 10% a 15% ao ano durante a crise mundial, ao passo que os demais ativos, que vamos chamar de ‘convencionais’, caíam”, contou Jantalia em entrevista à ANBA. “Entre 2008 e 2014 o valor desses ativos triplicou, revelando que algo novo e benéfico estava acontecendo.”

Segundo o pesquisador, o ponto central dessa diferença são os preceitos éticos da Sharia, que fundamentam a estrutura das finanças islâmicas. “Não há cobrança de juros, não existe aquela especulação tradicional; tudo é lastreado por ativos reais, criando uma lógica de melhor distribuição de lucros e riscos”, explica.

Riscos divididos

Uma das diferenças em relação às finanças convencionais pode ser encontrada nos financiamentos. O banco islâmico não é um simples provedor de fundos: ele entra como uma espécie de sócio da operação.

Semelhante lógica é seguida no “sukuk”, instrumento semelhante aos títulos de dívida do sistema convencional, ou no “takaful”, os seguros dos bancos islâmicos: todos os riscos são combinados. “Não é apenas a não cobrança de juros. Procurei mostrar no meu trabalho que as finanças islâmicas são muito mais do que isso e podem conversar com o sistema tradicional”, disse Jantalia.

Esse, agora, é um dos objetivos de Jantalia, que atualmente trabalha como consultor na Câmara dos Deputados. Em algumas de suas análises, estudos e consultorias a projetos de lei de deputados, o professor procura introduzir alguns mecanismos das finanças islâmicas para serem aplicados no sistema brasileiro.

“Cada um a seu modo, existem seis países não-islâmicos que aplicam o sistema islâmico: Reino Unido, Luxemburgo, França, Cingapura, Hong Kong e Coréia do Sul. A ideia é fazer o mesmo por aqui”, afirmou.

Estudo

Segundo Jantalia, a Inglaterra é um país em que muito se pesquisa o tema. Foi nas bibliotecas das universidades de Durhan, Oxford e Cambridge que o professor mergulhou em seus estudos. Ele ainda coletou material em conversas com professores das três instituições e em pelo menos três bancos islâmicos do Reino Unido.

No Brasil, embora o material seja escasso, frequentou mesquitas, consultou-se com a gerente regional para a América Latina do National Bank of Abu Dhabi (NBAD), Angela Martins – que é especialista o assunto -, participou de workshops sobre o tema na Câmara de Comércio Árabe Brasileira e seminários da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), e ainda concluiu o curso sobre o Mundo Islâmico no Itamaraty.

“Meu objetivo sempre foi contribuir para a difusão das finanças islâmicas no Brasil. Desejo que minha tese sirva como base para outros pesquisadores aproveitarem e expandirem o tema”, diz Jantalia. “Atualmente os ativos islâmicos somam entre US$ 1,9 trilhão e US$ 2,2 trilhões e crescem, em média de 10% a 15% ao ano”, conclui o pesquisador, fazendo propaganda para que o tema seja mais explorado pelos brasileiros.

fonte http://www.anba.com.br/noticia/21873460/educacao/brasil-tem-primeiro-doutor-em-financas-islamicas/

Comunidade Islâmica luta contra intolerância religiosa em Teresina


No Piauí, uma pequena comunidade de muçulmanos luta para lidar com os preconceitos em relação à religião islâmica. Cerca de 10 muçulmanos moram atualmente em Teresina. Um deles é o Ramz Eddine Lachtar, de 34 anos, que veio ao Piauí em nome do amor e hoje é líder da comunidade islâmica em Teresina. Natural da Argélia, país localizado no norte da África, onde a língua oficial é o árabe, Ramz Lachtar veio ao Brasil há 4 anos após conhecer uma piauiense pela internet. Formado em direito e com o interesse em conhecer outras línguas, ele começou a acessar um site para aprender o português, o espanhol e o italiano. Foi quando ele conheceu a piauiense Ana Márcia. “Morei na Argélia até os 30 anos, quando me mudei para cá. A minha esposa é daqui de Teresina. Eu conheci ela pela internet. Eu estava estudando espanhol, italiano e português. Ela era aluna de francês e eu de português. Como ela estava precisando de alguém para ajudar no francês e eu uma pessoa para ajudar no português, nos encontramos. Passamos três anos só estudando pela internet. Aí eu me interessei por ela e então vim para cá. Quando me interessei, decidi estudar o país, aí comecei a ver a cultura, tudo. Quando tu quer viajar para um país que tu não conhece a língua, tem que estudar. Comecei a estudar e mesmo naquela época eu sempre baixava o jornal Folha de São Paulo para saber o que estava acontecendo. Gostei do português porque queria conhecer. A única ferramenta de comunicação do povo é a língua, por isso me interessei em estudar”, disse.

Ramz Eddine Estudando o português e com o interesse em Ana Márcia, ele decidiu que era hora de conhecer a piauiense pessoalmente. Há 4 anos ele está em Teresina e afirma não ter tido dificuldades em se adaptar ao país. “Antes passamos três anos só conversando. Eu comecei a gostar dela porque era diferente dos outros brasileiros. No site, quando você ia fazer uma prova, apareciam vários professores, e tinha alguns que só queriam brincadeira, mas ela é uma pessoa séria e eu gostei muito. Aí um dia eu disse para ela que estava chegando. Ela achou que eu estava brincando, mas eu falei que estava indo. Quando cheguei todo mundo ficou chocado”, afirmou. Logo depois Ramz e Ana Márcia se casaram. Mulçumano, ele passou seus ensinamentos para a esposa, que era cristã e acabou se convertendo. Em Teresina, ele descobriu a existência de outros mulçumanos e assim a comunidade foi crescendo. Alguns deles chegaram a sair do Piauí e do país devido ao preconceito. “Quando cheguei aqui, tinha só uma pessoa [mulçumana], que já se mudou para o Maranhão. Aqui [em Teresina] perdemos vários irmãos e irmãs que foram para outros estados. Até do país estão se mudando. Quando cheguei aqui era só eu. Até que encontrei outra pessoa e depois mais dois outros rapazes. Aí depois fomos descobrindo que têm muçulmanos aqui, mas que eles estão escondidos. Eles não querem aparecer. Se a mulher sair com véu aqui é um escândalo, minha irmã chegou do meu país para cá, ela estava de véu. Parece que era de outro planeta. No caso do homem é mais difícil descobrir quando é mulçumano, mas aqui tem sim. Alguns estão escondidos porque a população não aceita. A maioria deles era da religião católica e se converteram. Todos daqui do Piauí”, revelou. Preconceito Ele explica que o forte preconceito dos piauienses aos muçulmanos é principalmente pela falta de conhecimento, de ignorância, em relação à religião islâmica. Com piadas relacionadas ao terrorismo, sendo chamado de “homem-bomba”, ele

Aqui o problema é que se fosse um preconceito baseado em uma ameaça ou coisa violenta, mas o que dói é que é baseado na ignorância, pois não sabem. Machucam sem saber. Pessoalmente, tem pessoas que chamam de homem-bomba, dizem que nós abusamos da mulher, que batemos em mulher. O problema é que o preconceito é baseado na ignorância. Quando vejo que a pessoa não tem base na informação, ela não tem como te julgar e você tem que ensinar. A gente não tem que se esconder. Tem que mostrar para o povo a nossa religião. Se a gente ficar escondido, nunca vão conhecer a religião e nunca vão te respeitar. É melhor ensinar uma pessoa ignorante do que entrar em confusão com ela. Pelo menos você vai dar uma coisa boa, que é a informação. Quem tá escondido precisa começar a ensinar. Se pessoas de outras religiões não se escondem, eu vou me esconder por quê?”, questionou. O uso do véu é obrigatório para as mulheres islâmicas, mas devido ao preconceito, as que moram em Teresina evitam usar o traje. “Aqui tem muito preconceito, porque a mídia cria uma imagem sobre o islã, sobre as mulheres e sobre os homens. Por isso se tem uma pessoa se converteu em mulçumano, ela tem medo às vezes até da família. Tenho uma irmã que saiu de sua casa por causa do abuso da família, da mãe. Saiu do país. A minha esposa não usa o véu por causa do preconceito. Um dia teve um encontro e quando saímos a minha esposa estava usando véu e ficou todo mundo filmando. Tinham pessoas parando os carros para filmar, então é complicado”, explicou. Ele acredita que a forma como a religião é mostrada ao mundo tem ajudado a disseminar esse preconceito. “A mídia é sempre dirigida. Mostra o só que importa. Por exemplo, mostram que o mulçumano tem barba longa, vive em caverna, todo sujo, que mata, esfaqueia, faz tudo. Não é verdade. A mídia não mostra a questão de doação de verba para os mais pobres que pode ajudar a economia de um país, elas não mostram como o profeta tratava as crianças, as mulheres, não mostram isso. Sempre quando vão mostrar uma passagem do Alcorão, mostram só uma parte. O mulçumano e o árabe ficam naquela situação de perigo. É o mesmo que dizer que aquela pessoa é perigosa e isso já faz a pessoa não querer te conhecer”, disse Ramz em entrevista ao GP1. Ramz explica que ao vir para o Brasil, sabia das diferenças e que sempre as respeitou. “Quando falei que viria para cá, as pessoas me questionaram sobre como eu poderia vir, se aqui tinha bebida, mulher de short e tudo mais. O que eu digo é que cuido do que é meu, da minha religião. As outras pessoas eu não ligo, porque não é da minha conta. Se a mulher usa short, isso é uma convenção dela. O cara bebe, se ele gosta, problema dele, não é meu. Eu tenho o meu Alcorão e a minha religião. É só respeitar”, destacou. A religião “O islã é uma religião de um Deus só. Um criador. Nosso Allah. Não tem filho, não tem namorada, esposa, nada. O último profeta que ele mandou para nós é o Muhammad. Teve uma série de profetas. Temos cinco pilares, a Shahadah que é a palavra da reversão que você confessa que Allah é único e o Muhammad é o profeta de Allah, temos a oração cinco vezes ao dia, o jejum que deve ser realizado durante um mês no Ramadã, e temos a doação que a pessoa tira quando ela tem uma meta. Em um ano ela tira 2,5% para doar a uma pessoa pobre. E temos a peregrinação que é para visitar a Meca, o lugar sagrado, uma vez na vida. Nossa fé é baseada em acreditar em um Deus único, nos anjos, nos profetas, nos livros, no destino bem e no mal, no inferno e no paraíso. Os de Jeová e os católicos acham que a gente não acredita em Jesus. Não, na nossa fé, para nós Jesus é um profeta. Na nossa fé acreditamos em todos os profetas”, explicou Ramz que também disse que dessa forma o Natal não é comemorado e eles também não participam das celebrações.
Fortalecimento da comunidade Apesar de ser formado em Direito, por ser de outro país, ele não conseguiu ainda a autorização para atuar no país, devido a um documento que é exigido pelas leis brasileiras, mas que não existe no seu país. Enquanto isso Ramz trabalha como recepcionista em um hotel. Ele e Ana Márcia já tem um filho de 8 meses, o Muhammad Ali. Ramz afirma que tem a intenção de fortalecer a comunidade e no futuro até mesmo a instalação de uma Mesquita. “Teresina é o único estado do Nordeste que não tem Mesquita. Recife tem dois, Fortaleza tem um e os outros estados tem um, só Teresina que não tem. Então eu abro a minha casa para as conversas, quando conseguimos nos reunir, mas temos planos de colocar uma aqui. Também sempre que podemos tentamos falar sobre a nossa religião em palestras para que as pessoas possam conhecer um pouco mais”, finalizou. O Islã é considera a religião com o maior crescimento mundial, atualmente, existem mais de 1,6 bilhão de muçulmanos. É segunda maior religião do mundo. A religião católica é a que possui o maior número de adeptos, com 2,17 bilhões.

fonte  http://www.gp1.com.br/noticias/comunidade-islamica-luta-contra-intolerancia-religiosa-em-teresina-406310.html

Avaliador do INEP/MEC em Rondônia dissemina ódio a muçulmanos nas redes sociais


É cada vez maior o número de denúncias contra praticantes da Islamofobia, que é a propagação da repugnância aos muçulmanos e à doutrina islâmica. Os muçulmanos que vivem no Brasil afirmam que a discriminação por ignorância piorou muito no governo Temer.
Por ignorância e preconceito, extremistas lançam nas redes sociais discursos de incentivo à perseguição aos que têm Maomé como profeta maior e não Jesus Cristo.
O crescente clima de ódio despejado nas mídias digitais envolve militantes de todas as camadas sociais.
O mais grave, no entanto, é identificar nomeados em funções relevantes de órgãos públicos federais em campanhas de intolerância religiosa.
É o caso do Doutor em física, Fabrício Moraes de Almeida, professor e chefe do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Rondônia –UNIR, que exerce também a função de avaliador de curso de graduação e Institucional do INEP, órgão ligado ao Ministério da Educação.
Ele participa do processo que garante autorização pra abertura de cursos superiores no Estado, fornecendo indicadores que subsidiam a regulamentação junto ao MEC.
Sem nenhum pudor ou preocupação com a responsabilidade social que os cargos lhe impõem, o doutor Fabrício escreveu num grupo de WhatsApp denominado ‘Rondônia é da Gente’, que “Muçulmano é a desgraça que assola a humanidade”.
Na contramão dos ensinamentos do profeta Mohammed, ou Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé, o avaliador do Inep elencou como prática dos muçulmanos “matar infiéis, tomar suas esposas e tomar suas propriedades”.
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O doutor Fabrício tem histórico de declarações polêmicas nas redes sociais e uma delas resultou em condenação de oito mil reais por dano moral em sua página no Facebook, a outro docente, hoje reitor.
Ele também teve julgadas irregulares as contas do Termo de Concessão e Auxílio a Projeto de Pesquisa, junto à Universidade Federal do Mato Grosso por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Mato Grosso, da qual era gestor.
O Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso declarou Fabrício “inabilitado, pelo prazo de cinco anos” para receber benefícios junto à Fundação e ordenou a restituição de 20 mil reais com aplicação de multa.
Mas, em maio deste ano, o doutor Fabrício foi homenageado pela deputada Mariana Carvalho (PSDB/RO) no plenário da Câmara, como “pessoa comprometida com o ensino superior”. 
Além de associar abertamente o terrorismo aos seguidores da fé islâmica, o professor universitário adota em seu Facebook um posicionamento anti-petista, anti-esquerda e compartilha notícias de movimentos como MBL e MCC, que representam a direita mais raivosa e estúpida desde a redemocratização.
Em Rondônia a nova declaração irresponsável do avaliador do INEP chocou a comunidade islâmica, que promete protocolar denúncia junto ao Ministério Público Federal e à Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP, que tem promovido congressos e até lançou manifesto de combate à intolerância de credo na internet.
Os extremistas que agem impunemente nas redes sociais miram o preconceito em relação aos muçulmanos, como forma de induzir outros a acreditarem que todos que professam a religião islâmica têm responsabilidade por ataques terroristas praticados por uma minoria radical.
Segundo denunciou The Intecpet Brasil, “Essa cultura de suspeição oficial estimulou crimes contra a comunidade e incidentes islamofóbicos. Como consequência, muitos muçulmanos não se sentem seguros nas suas próprias cidades, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países.”
Destaca ainda que no governo Temer os muçulmanos passaram a sentir mais o peso não só do preconceito na sociedade, mas o medo de perseguição por parte das forças de segurança do país.
“A ascensão do governo de Temer trouxe significativas mudanças na política do Ministério da Justiça em relação, sobretudo, aos refugiados no Brasil”, diz o historiador Renato Cristofi, mestre pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador da história das relações entre Oriente e Ocidente.
Ao The Intercept Brasil, Cristofi disse que a maioria dos critérios para a vigilância de muçulmanos brasileiros são “nitidamente preconceituosos” e que essa política demonstra “despreparo e desconhecimento” sobre o terrorismo e o fundamentalismo islâmico por parte da atual pasta da Justiça, que tem o ministro Alexandre de Moraes à frente.
O último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, apontou cerca de 35 mil fiéis, mas associações islâmicas brasileiras estimam um número entre 800 mil e 1,5 milhão.
“Segundo as organizações, existem hoje cerca de 50 mesquitas e mais de 80 centros islâmicos espalhados pelo país. Historicamente, há registros da presença de muçulmanos desde o século 16, com a chegada de escravos que vinham de regiões da África onde já havia adeptos do Islã, como o Golfo da Guiné. Desde essa época foram perseguidos pela Inquisição portuguesa no Brasil e, em alguns casos, foram até obrigados a se tornar cristãos pelos donos do engenho”.

fonte  https://www.brasil247.com/pt/colunistas/lucianaoliveira/272558/Avaliador-do-INEPMEC-em-Rond%C3%B4nia-dissemina-%C3%B3dio-a-mu%C3%A7ulmanos-nas-redes-sociais.htm

A ameaça dos ciberataques extremistas


Lille, França, 26 Jan 2017 (AFP) - Um ataque cibernético de grande porte que provoque danos ou inclusive mortos não está, no momento, ao alcance de grupos extremistas, mas isso pode mudar em breve e devemos estar preparados, estimam as autoridades.

Estes grupos podem encontrar a tecnologia que precisam solicitando-a a hackers ou mercenários da era digital dispostos a tudo por dinheiro.

"Acreditamos que o Daesh (acrônimo árabe do grupo Estado Islâmico), a Al-Qaeda e todos os grupos terroristas não têm por enquanto competências cibernéticas ofensivas", indicou na quarta-feira à AFP Guillaume Poupard, diretor da Agência Nacional de Segurança de Sistemas de Informação (ANSSI).


"Não é fácil adquirir estas competências, embora não estejamos falando de uma bomba atômica. Com uma dezena de pessoas, um pouco de dinheiro, podem ser eficazes. Podem ir adquirindo competências. Acreditamos que, por enquanto, não as possuem", acrescentou Poupard em Lille (norte da França), onde participou na quarta-feira do 9º Fórum Internacional de Segurança Cibernética.

"Não acreditamos que no curto prazo sejam capazes de realizar ataques informáticos de grande envergadura. Mas isso pode mudar rapidamente. O que mais tememos, e talvez já estejam fazendo, é que solicitem os serviços de mercenários. Pessoas capazes de tudo por dinheiro", acrescenta.

- Inscrito em seu DNA -O diretor da Europol, Rob Wainwright, se referiu à possibilidade de que grupos extremistas recorram a consultores informáticos para realizar ciberataques, como ataques ao sistema bancário ou ao sistema elétrico de um país, na semana passada no Fórum Econômico Mundial de Davos.

"Embora ainda não tenham as competências, podem adquiri-las na darknet (parte encriptada e subterrânea da internet), onde o comércio de instrumentos de cibercrime está florescendo", disse Wainwright.

Grupos de hackers ou cibercriminosos de vários países, frequentemente relacionados com máfias, oferecem seus serviços no darknet. Alguns podem ajudar um grupo extremista sem saber quem estão ajudando.

"Mais que um desenvolvimento rápido do Daesh em termos de ciberataques, tememos que passem por intermediários", acrescenta Guillaume Poupard.

A França, que foi alvo de uma onda de ataques extremistas nos últimos dois anos, aumentou, assim como outros países, seus recursos para lutar contra a "ameaça cibernética", seja o cibercrime, a ciberespionagem ou o ciberterrorismo.

"Os grupos terroristas que utilizam a internet com fins de planejamento, propaganda e recrutamento podem se converter em figuras plenas no mundo cibernético", disse em dezembro o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, ao revelar a política francesa em matéria de cibersegurança militar.

"As operações assimétricas estão inscritas em seu DNA, e por isso o ciberespaço abre a eles um campo de ação, onde podem provocar danos importantes com recursos limitados", acrescentou.

Alguns atos recentes despertaram preocupação, como a entrada em redes estrangeiras de hackers que não roubam ou destroem nada, mas parecem estar localizando os lugares, preparando as ferramentas de ataque, para estar prontos no momento em que decidirem passar à ação.

"Este tipo de ataques começou em alguns países", afirma o diretor da ANSSI. "Estamos seguindo de perto o que está acontecendo na Ucrânia, onde ocorreram várias avarias estranhas, com modos de ação muito sofisticados".

fonte https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2017/01/26/a-ameaca-dos-ciberataques-extremistas.htm

FLÁVIA PIOVESAN: MASSACRE DE CAMPINAS FOI FEMINICÍDIO


Em artigo publicado nesta quinta-feira, a secretária nacional de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, classifica como feminicídio o massacre ocorrido numa noite de réveillon em Campinas; "na ordem contemporânea, caracterizada por crescentes hostilidades, intolerância e pelo fortalecimento do discurso do ódio, hoje, mais do que nunca, há que se expandir, potencializar e difundir a ideologia transformadora dos direitos humanos, como racionalidade de resistência e a única plataforma emancipatória de nosso tempo", diz ela
Urgente combate aos crimes de ódio
Avançam doutrinas da superioridade baseadas em diferenças, sejam de origem, nacionalidade, raça, etnia, gênero, diversidade sexual, idade
Em 19 de dezembro, um ataque em uma feira de Natal em Berlim deixou 12 mortos e 48 feridos. O principal suspeito, o tunisiano Anis Amri, de 24 anos, foi morto pela polícia de Milão. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado. Na mesma data, três fiéis muçulmanos foram feridos em uma mesquita em Zurique — o autor do ataque foi um suíço, de 24 anos, posteriormente encontrado morto. Em 31 de dezembro, o Estado Islâmico reivindicou a autoria de outro ataque, agora na Turquia, resultando na morte de 39 pessoas. No mesmo dia, 12 pessoas eram assassinadas em Campinas, em trágica chacina movida pelo crime de feminicídio. Antes, em 25 de dezembro, ao evitar violência homofóbica em face de travestis, Luiz Carlos Ruas, vendedor ambulante, foi espancado até a morte, em estação de metrô, em São Paulo.
A arena contemporânea lança o desafio do enfrentamento do crime de ódio pautado na ideologia dos nacionalismos, da xenofobia, do racismo, do sexismo, da homofobia e do repúdio ao outro. Avançam doutrinas da superioridade baseadas em diferenças, sejam de origem, nacionalidade, raça, etnia, gênero, diversidade sexual, idade, dentre outras categorias. A diferença é tomada como fator a aniquilar direitos, em nome da supremacia de uns em detrimento de outros, na perversa ideologia a hierarquizar humanos.
Violações de direitos humanos são fomentadas por um forte componente cultural: alimentam-se de uma ideologia de negação de direitos. A violência do racismo, do sexismo, da xenofobia, da homofobia e de outras formas de intolerância é nutrida pela cultura da violência, que nega ao outro a condição plena de sujeito de direito.
O combate à cultura da intolerância requer o fortalecimento da cultura do respeito às diversidades. O combate à cultura da violência requer o fortalecimento da cultura da paz. O combate à cultura da negação e violação de direitos requer o fortalecimento da cultura da afirmação e promoção de direitos.
Daí a urgência em potencializar e difundir a ideologia emancipatória da Declaração Universal de 1948, que celebrou o seu aniversário também em dezembro. Surgiu como resposta às atrocidades cometidas no nazismo: se a Segunda Guerra significou a ruptura com os direitos humanos, o Pós-Guerra deveria significar a esperança de sua reconstrução. A Declaração endossa a universalidade dos direitos humanos, ao reconhecer que a condição de pessoa é o requisito único e exclusivo para ter direitos. Repudia a equação nazista que condicionava a titularidade de direitos à pertença à raça pura ariana, amparada na doutrina da supremacia racial. Reconhece a dignidade humana como um componente intrínseco de toda e qualquer pessoa, por sua unicidade, diversidade e valor infinito. Endossa a indivisibilidade dos direitos humanos, ao adotar uma perspectiva integral de direitos, aliando ineditamente o valor da liberdade ao valor da igualdade.
Louvando o legado histórico da Declaração Universal, em 14 de dezembro foi celebrada a solenidade da entrega do prêmio de direitos humanos a entidades e pessoas por sua capacidade de luta e entrega à causa da proteção e promoção dos mesmos. O ritual teve início com uma singela homenagem a dom Paulo, que partia naquela mesma data, guardião incansável da causa dos direitos humanos, cardeal da liberdade, exemplo de coragem na luta obstinada por justiça em face do arbítrio e em defesa dos mais vulneráveis.
Ao envolver 15 categorias (compreendendo a proteção aos direitos da população LGBT, de pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, povos indígenas, quilombolas e tradicionais, crianças e adolescentes, defensores de direitos humanos, respeito à diversidade religiosa, dentre outras), a premiação invoca a feição transversal dos direitos humanos. Cumpre ao menos três objetivos: a difusão da ideologia emancipatória da Declaração; o justo reconhecimento a trajetórias pessoais e institucionais em sua extraordinária contribuição à salvaguarda da dignidade humana; e o fortalecimento da cultura de direitos humanos, ao identificar e impulsionar práticas transformadoras.
A história dos direitos humanos não é linear, mas marcada por luzes e sombras, por avanços e recuos. É fruto de processos que abrem e consolidam espaços de luta pela dignidade humana, como ensina Herrera Flores. Os direitos humanos invocam o idioma da alteridade: ver no outro um ser merecedor de igual consideração e profundo respeito, dotado do direito de desenvolver as potencialidades humanas, de forma livre, autônoma e plena.
Na ordem contemporânea, caracterizada por crescentes hostilidades, intolerância e pelo fortalecimento do discurso do ódio, hoje, mais do que nunca, há que se expandir, potencializar e difundir a ideologia transformadora dos direitos humanos, como racionalidade de resistência e a única plataforma emancipatória de nosso tempo.
Flavia Piovesan é professora de Direito da PUC/SP e secretária especial de Direitos Humanos

fonte https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/273651/Fl%C3%A1via-Piovesan-massacre-de-Campinas-foi-feminic%C3%ADdio.htm